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Pastoral Familiar

Pastoral Familiar abraça toda a realidade

A Pastoral Familiar é, um serviço essencial da Igreja, que coloca a família no centro da evangelização.
 |  Sem. Leandro Félix  |  Igreja no Brasil
Fotos: Arquivo Pessoal

A Pastoral Familiar tem suas raízes no próprio cuidado da Igreja pelas famílias, ao longo da história. Porém, enquanto ação organizada e estruturada, ganha maior impulso a partir do Concílio Vaticano II, especialmente com a Constituição Gaudium et Spes (1965), nos parágrafos de 47 a 52. O texto destaca a família como realidade central da missão evangelizadora. Posteriormente, com o Sínodo da Família de 1980, a exortação apostólica Familiaris Consortio (1981) de São João Paulo II ofereceu bases teológicas e pastorais mais claras, incentivando as Igrejas locais a estruturarem uma ação orgânica e permanente de acompanhamento às famílias. No Brasil, essa organização foi assumida e desenvolvida pela CNBB (Conferência Nacional dos Bispos do Brasil), que consolidou a Pastoral Familiar como serviço essencial de evangelização.

A Pastoral Familiar atua promovendo, defendendo e acompanhando a vida familiar em todas as suas etapas, isto é, desde o pré-natal ao ritual das exéquias.  Sua missão é evangelizar as famílias e ajudá-las a viver a vocação ao amor, fortalecendo os vínculos conjugais, o diálogo, a educação dos filhos e a vivência da fé no cotidiano. Além disso, busca acolher as diferentes realidades familiares, oferecendo escuta, formação, orientação e integração na comunidade, de modo que cada família se torne protagonista da evangelização e sinal do amor de Deus no mundo.

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Pastoral Familiar não é pastoral dos casais, não se resume somente aos casais, ela é a pastoral mãe de todas as pastorais, ela cuida e acompanha as crianças, jovens, adultos e idosos. Todas as etapas da vida do ser humano. A pastoral familiar é dividida em três setores.  A Comissão Nacional da Pastoral Familiar (CNPF) da  CNBB  produziu um guia que explica o desenvolvimento e atuação de cada um dos setores da pastoral, sendo eles:

O Setor Pré-Matrimonial tem como objetivo acompanhar os filhos da Igreja desde o pré-natal gestacional, ao momento da catequese, pastoral da juventude e o momento de preparação dos noivos para o sacramento do matrimônio. Por meio de encontros, formações e acompanhamento, ajuda os casais a compreenderem o significado do casamento cristão, a importância do diálogo, da espiritualidade e da responsabilidade na construção da família. Esse setor também incentiva o discernimento e a maturidade afetiva, colaborando para que os noivos iniciem sua vida conjugal com bases sólidas.

O Setor Pós-Matrimonial acompanha os casais e famílias ao longo da vida conjugal, oferecendo espaços de formação, espiritualidade e convivência. Promove retiros, encontros e grupos que fortalecem o matrimônio, ajudam na superação de crises e incentivam a vivência da fé no lar. Também valoriza momentos importantes da vida familiar, como a chegada dos filhos, a educação cristã e a missão dos pais na sociedade e na Igreja. Dentro desse setor está o serviço do ECC (Encontro de Casais com Cristo), o ECC é um dos movimentos existentes dentro da Pastoral Familiar.

O Setor Casos Especiais dedica-se ao acolhimento das famílias que vivem situações particulares, como separação, divórcio, viuvez, novas uniões, dependência, sofrimento ou outras realidades. Seu objetivo é oferecer escuta, integração e acompanhamento pastoral, mostrando que ninguém está excluído do amor de Deus e da comunidade. Esse setor expressa de modo concreto a misericórdia da Igreja e sua presença junto às fragilidades humanas.

A Pastoral Familiar é, portanto, um serviço essencial da Igreja, que coloca a família no centro da evangelização. Mais do que atividades, ela é presença, cuidado e proximidade. Quando a comunidade se compromete com as famílias, fortalece a fé, constrói esperança e contribui para uma sociedade mais humana e solidária. Assim, cada família é chamada a ser Igreja doméstica, testemunhando o amor de Deus na vida cotidiana.

Desde a criação da Diocese de Campo Limpo, a família sempre foi prioridade. Entre os três pilares propostos pelo primeiro bispo diocesano, em diálogo com padres e leigos que já faziam pastoral na então Região Episcopal Itapecerica, a família foi um ponto unânime; a segunda prioridade foi a juventude e o terceiro pilar, as vocações.

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Pe. Francisco Glênio, Assessor da Pastoral Familiar. — Imagem: Arquivo Pessoal.

Não por acaso, a Diocese de Campo Limpo tem como padroeira a Sagrada Família, que nos recorda que toda ação pastoral deve estar enraizada na espiritualidade do lar de Nazaré. Sob essa proteção, nossa Igreja particular é chamada a ser cada vez mais uma família de famílias, acolhedora, missionária e próxima das realidades concretas do povo. Inspirados por Jesus, Maria e José, somos enviados a fortalecer os lares, cuidar das famílias feridas e promover a comunhão, para que cada casa se torne verdadeira Igreja doméstica, onde Cristo habita, transforma e envia para o amor.