Conselho Diocesano de Pastoral reflete sobre novas Diretrizes Evangelizadoras e caminhada rumo ao 7º Plano Diocesano

No dia 23 de maio, o Auditório São Paulo Apóstolo recebeu a reunião do Conselho Diocesano de Pastoral (CDP), conduzida pelo padre Ezaques Tavares, coordenador diocesano de pastoral. O encontro reuniu delegados paroquiais, assessores e coordenadores diocesanos de pastorais, representantes de novas comunidades e movimentos, além de dom Valdir José de Castro, bispo diocesano.
Após a oração inicial e a acolhida aos participantes, foi apresentada a metodologia de trabalho do encontro, que teve como principal tema a apresentação das novas Diretrizes Gerais da Ação Evangelizadora da Igreja no Brasil (DGAE), aprovadas durante a 62ª Assembleia Geral da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), realizada em abril deste ano.
Ao iniciar sua reflexão, dom Valdir ressaltou que as novas Diretrizes serão o principal instrumento de implementação do Sínodo sobre a Sinodalidade na vida da Igreja no Brasil nos próximos seis anos. O bispo destacou ainda a importância de guardar o objetivo geral do documento, convidando os participantes a proclamarem juntos:
“Evangelizar, anunciando Jesus Cristo, como Igreja sinodal, sustentada pela Palavra e pelos Sacramentos, em comunidades de discípulos missionários, fiel à evangélica opção preferencial pelos pobres, a caminho da plenitude do Reino de Deus”.

Durante sua explanação, dom Valdir percorreu a introdução e os seis capítulos das Diretrizes. Ao apresentar o capítulo “A Igreja: tenda do encontro”, destacou a imagem de uma Igreja acolhedora, aberta a todos e especialmente próxima dos pobres, feridos e daqueles que vivem os “desertos existenciais”.
Sobre o capítulo “A escuta dos sinais dos tempos”, o bispo enfatizou a necessidade de a Igreja compreender a realidade atual à luz do Evangelho, reconhecendo tanto os sinais de esperança quanto os desafios que exigem renovado ardor missionário.
Ao tratar do capítulo “Discernimento para uma Igreja Sinodal”, recordou que a sinodalidade nasce da eclesiologia de comunhão do Concílio Vaticano II e exige escuta, diálogo e acolhida das diferenças. Destacou ainda os três pilares assumidos pelas Diretrizes e pelo próprio caminho sinodal da Igreja: comunhão, participação e missão.
Dom Valdir também refletiu sobre o capítulo “Povo de Deus em missão”, reforçando que toda a Igreja é missionária por natureza e que cada batizado participa da missão evangelizadora segundo sua vocação e ministério.
Ao comentar os “Caminhos da missão”, apresentou os cinco eixos evangelizadores propostos pelo documento: Animação Bíblica da Pastoral, Iniciação à Vida Cristã, Comunidades de Discípulos Missionários, Liturgia e Piedade Popular e Serviço à vida plena para todos.
Por fim, ao abordar os “Compromissos sinodais”, ressaltou que as novas Diretrizes convocam a Igreja a processos de conversão das relações, dos processos e dos vínculos comunitários, fortalecendo uma Igreja marcada pela comunhão, participação e missão.

A reflexão sobre as novas Diretrizes dialoga diretamente com o processo de escuta atualmente vivido pela Diocese de Campo Limpo em preparação ao 7º Plano Diocesano de Evangelização. O subsídio elaborado pela Diocese também está fundamentado no tripé da sinodalidade: comunhão, participação e missão.
Durante o encontro, padre Ezaques recordou que o material diocesano prevê três encontros, cada um dedicado a um dos pilares da sinodalidade. A proposta é que as reflexões sejam realizadas em pequenos grupos nas comunidades, pastorais, movimentos e até mesmo nas casas.
“O importante não é o tamanho, mas a qualidade da partilha e da escuta”, destacou o coordenador de pastoral.

Cada encontro conta com momentos de oração, leitura da Palavra, reflexão e partilha, além de perguntas orientadoras cujas respostas serão enviadas à Equipe Diocesana de Pastoral e servirão de base para a elaboração do novo Plano Diocesano de Evangelização.
Após a apresentação de dom Valdir, a secretária de pastoral, Sheyla Leite, conduziu um momento de escuta em grupo inspirado na metodologia da “conversação no Espírito”, proposta pelo Sínodo da Sinodalidade. Os participantes refletiram sobre como integrar as novas Diretrizes da ação evangelizadora à caminhada de preparação do 7º Plano Diocesano.
As contribuições partilhadas pelos grupos serão compiladas pela Comissão Diocesana responsável pelo processo de escuta, que segue recebendo as respostas das paróquias, pastorais, movimentos e comunidades até o dia 30 de junho.

A expectativa da Diocese é que toda a Igreja local participe ativamente desse caminho de discernimento e construção conjunta. Embora exista a possibilidade de participação individual, a vivência comunitária tem sido incentivada como expressão concreta da sinodalidade e da comunhão eclesial.




