Paróquia São Francisco de Assis é dedicada e comunidade renova seu compromisso com a missão
A Paróquia São Francisco de Assis, no Valo Velho, Forania São José, viveu um momento histórico no sábado, 5 de setembro, com a celebração solene da dedicação da igreja e do altar. A missa, realizada às 19h30, integrou a programação da Visita Pastoral de Dom Valdir José de Castro à comunidade e a outras três paróquias da região. A celebração foi presidida pelo bispo diocesano e concelebrada pelo pároco, padre Gean Medeiros, pelo vigário paroquial, padre Elenilson da Silva Ferreira, e pelo padre Sandro Ely de Oliveira, cerimoniário. Também esteve presente o diácono Expedito Luís da Silva. A igreja ficou repleta de fiéis.

Com 69 anos de história e elevada à condição de paróquia em 25 de abril de 1985, a comunidade passou a viver, a partir dessa celebração, uma nova referência litúrgica: o dia 5 de setembro será recordado anualmente como a data da dedicação do templo e do altar.
No início da celebração, após a procissão de entrada, Dom Valdir abençoou a água utilizada para aspergir os fiéis, o altar e as paredes da igreja, recordando o Batismo e expressando o sentido penitencial do rito.
Templo de Pedras Vivas
Em sua homilia, o bispo explicou que a dedicação do templo vai além da consagração de um edifício. A verdadeira Igreja é formada pelo povo de Deus, as “pedras vivas” que, reunidas em comunidade, constituem uma assembleia santa. O templo, porém, é um lugar sagrado destinado ao encontro com Deus, à oração, à celebração e à convivência da comunidade.
Nesse contexto, Dom Valdir destacou a centralidade do altar. É ao redor dele que a assembleia se reúne para celebrar a Eucaristia. Mais do que um objeto litúrgico, o altar simboliza o próprio Cristo, centro da vida da Igreja. Nele se unem duas realidades inseparáveis: a Palavra de Deus e a Eucaristia.
O bispo recordou que a Palavra prepara, ilumina e dá sentido à celebração sacramental, enquanto a Eucaristia conduz ao aprofundamento do mistério anunciado pelas Escrituras. Dessa forma, altar, Palavra e comunidade estão profundamente ligados na experiência da fé.

Dom Valdir também ressaltou que a dedicação do templo não pode ser entendida como um ponto de chegada. A igreja é lugar onde a comunidade se reúne para ser fortalecida pela Palavra e pela Eucaristia, mas também de onde parte para a missão. A expressão “termina a missa, começa a missão” sintetiza esse movimento: depois de encontrar Cristo, os discípulos são enviados para anunciar o Evangelho no cotidiano, por meio da palavra, do testemunho e do serviço.
A reflexão ganhou ainda uma dimensão comunitária. O bispo lembrou que a fé vivida no templo precisa se transformar em fraternidade, participação e compromisso com aqueles que estão fora da comunidade. As pastorais, os movimentos e os diversos serviços da paróquia tornam-se, assim, instrumentos concretos pelos quais os discípulos missionários levam ao mundo aquilo que celebram no altar.
Rito de dedicação
Após a homilia, teve início o rito próprio da dedicação. O altar foi ungido com o Santo Crisma e, em seguida, as quatro cruzes da igreja também receberam a unção, sinalizando a consagração daquele espaço exclusivamente ao culto cristão.
Na sequência, o altar foi incensado, recordando o sacrifício de Cristo e simbolizando as orações da Igreja que se elevam a Deus. Depois, recebeu o revestimento, indicando sua dupla dimensão como altar do sacrifício e mesa do Senhor. Por fim, as luzes da igreja foram novamente acesas, evocando Cristo como a “Luz a se revelar às nações”.

Concluído o rito, a celebração prosseguiu com a Liturgia Eucarística. Antes da bênção final, foi realizada a leitura da ata de dedicação, assinada por Dom Valdir e pelo padre Gean Medeiros. O pároco agradeceu a presença do bispo e a participação dos fiéis, destacando o empenho da comunidade nas transformações vividas pela paróquia.
A solenidade deixou à comunidade não apenas a memória de um rito celebrado pela primeira vez, mas também um chamado renovado: fazer do templo um lugar de encontro com Cristo e, a partir dele, sair ao encontro das pessoas. A igreja dedicada recorda que a comunidade é chamada a permanecer unida à Palavra e à Eucaristia para ser, no mundo, presença viva do Evangelho.


















