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Seminário Diocesano Nossa Sra. Aparecida

Reforma do Seminário Nossa Senhora Aparecida é concluída e novas instalações são abençoadas

Em clima de festa e gratidão, a Diocese reúne bispos, sacerdotes, seminaristas e benfeitores para a bênção dos espaços reformados do Seminário Nossa Senhora Aparecida, em Taboão da Serra.
 |  Andrea Rodrigues e Sem. Erickson Silva  |  Diocese

O último dia 1º de maio, memória litúrgica de São José Operário e início do mês mariano, tornou-se também uma data especial na história do Seminário Diocesano Nossa Senhora Aparecida, em Taboão da Serra. Após pouco mais de um ano de obras, a Casa de formação recebeu a bênção de seus espaços revitalizados, em uma celebração marcada pela fé, pela memória e pela esperança.

A manhã reuniu padres, religiosos e religiosas, familiares dos seminaristas, profissionais que atuaram nas diferentes etapas da reforma, colaboradores e benfeitores. Era mais que a entrega de uma obra: era o reencontro com a história de uma casa que, há décadas, prepara futuros sacerdotes para servir ao povo de Deus.

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Às 10h, Dom Valdir José de Castro, bispo diocesano, presidiu a Celebração Eucarística, concelebrada por Dom Luiz Antônio Guedes, bispo emérito; padre Marcos Patrício e padre Amauri Batista, respectivamente reitor e vice-reitor do Seminário Diocesano; padre Rodrigo Antonio da Silva, reitor do Seminário Propedêutico; além de mais de vinte sacerdotes vindos de diversas paróquias da Diocese.

No início da missa, padre Amauri acolheu os presentes e convidou os sacerdotes a recordarem os anos em que viveram no Seminário. Um a um, os padres recordaram o período em que habitaram a Casa, evidenciando a importância daquele espaço na formação de gerações do clero diocesano.

São José, mestre silencioso

Inspirado no Evangelho do dia, em que Jesus é chamado de “filho do carpinteiro”, Dom Valdir destacou as virtudes de São José como modelo para a caminhada formativa dos seminaristas.

“Homem de fé, silencioso, pai terno e obediente, que sabia escutar e acolher... um homem de Deus”, afirmou o bispo.

Voltando-se aos jovens em formação, Dom Valdir os convidou a contemplar a imagem de São José, colocada no pátio de entrada, e a se perguntarem quais virtudes do patrono poderiam assumir em suas próprias vidas.

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O bispo também recordou a exortação apostólica Redemptoris Custos, de São João Paulo II, ressaltando que São José é modelo dos humildes e testemunho de que grandes destinos nascem de virtudes simples e autênticas.

Ao tratar da realidade cotidiana da Casa, Dom Valdir afirmou que o Seminário é lugar de trabalho manual, intelectual, espiritual e pastoral, que precisa ser vivido com amor e sentido vocacional, para que não se torne apenas obrigação.

Ao final da homilia, agradeceu a todos os que colaboraram com a revitalização e explicou que a reforma buscou favorecer maior integração entre os seminaristas nos ambientes de estudo, oração, lazer e convivência. Fez também menção especial a Dom Emílio Pignoli, primeiro bispo diocesano e grande incentivador das vocações.

Mais que paredes renovadas

Ao término da celebração, o reitor, padre Marcos Patrício, afirmou que o momento ultrapassa a conclusão de uma obra material.

“Mais do que contemplar uma obra concluída, somos chamados a reconhecer a Providência de Deus, que agiu em cada etapa, suscitando generosidade, despertando corações e sustentando esse projeto”, disse.

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Segundo o sacerdote, ao assumir a missão há cerca de três anos, a equipe formativa percebeu a necessidade de uma intervenção mais ampla, que favorecesse não apenas a manutenção da estrutura, mas também a fraternidade, a comunhão e o amadurecimento humano e espiritual dos seminaristas.

Padre Marcos destacou ainda que o Seminário deve ser, por si só, um sinal vocacional: uma casa que fala, acolhe e silenciosamente desperta corações para o chamado de Cristo.

Memória que sustenta o futuro

O Seminário Diocesano ocupa o mesmo endereço desde antes da criação da Diocese, quando ainda existia como Região Episcopal Itapecerica da Serra. Naquele tempo, havia apenas o casarão principal cercado por muito mato e ruas de terra.

Padre Carlos Alberto de Souza, ordenado em 1986 e presente na celebração, recordou com emoção os tempos iniciais.

“O terreno sempre foi grande, mas tudo era mato. Na rua não tinha asfalto, e as tarefas da casa éramos nós que fazíamos. Ainda ajudávamos a desatolar o fusca de Dom Fernando Penteado nas ruas de barro. Foram bons momentos. Ver hoje o quanto tudo está moderno me alegra”, contou sorrindo.

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A primeira grande reforma foi inaugurada em 19 de março de 1997, dia de São José, com construção dos dormitórios, biblioteca e capela projetada por Claudio Pastro. Foram mais de 720 m² de construção na época, graças ao incentivo de Dom Emílio Pignoli e apoio obtido junto ao Papa São João Paulo II, além de valores expressivos vindos da Diocese de Colônia, na Alemanha.

A atual revitalização durou pouco mais de um ano e modernizou os espaços comuns, sendo acompanhada de perto pelo ecônomo diocesano, Monsenhor Aguinaldo de Carvalho, pelo arquiteto Heberth Teixeira e pelo coordenador de obras Marcelo Cordeiro.

Bênção da Casa e festa em família

Após a bênção final da missa, todos seguiram em procissão até a entrada do Seminário. Ali, Dom Valdir entronizou e abençoou a imagem de Nossa Senhora Aparecida, padroeira da Casa, conduzida pelo reitor.

Em seguida, foram abençoados outros espaços revitalizados: biblioteca, sala de convivência, refeitório e o pátio de São José. Os espaços renovados passaram também a contar com obras do artista sacro Lúcio Américo, enriquecendo a Casa com elementos de fé, beleza e contemplação.

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A celebração terminou na quadra do Seminário, onde as mesas já preparadas acolhiam os presentes para o almoço festivo. Entre abraços, reencontros e alegria, os seminaristas apresentavam seus familiares aos colegas e formadores.

Foi um dia de gratidão e memória para uma Casa que, há mais de três décadas, segue fiel à sua missão: formar bons e santos pastores, generosos no serviço à Igreja e ao povo de Deus.