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Jubileu Episcopal

Diocese de Campo Limpo celebra os 50 anos de episcopado de Dom Emílio Pignoli

Primeiro bispo da Diocese é homenageado pelos 50 anos de ministério episcopal em celebração marcada pela gratidão e memória.
 |  Andrea Rodrigues  |  Diocese

A Diocese de Campo Limpo viveu uma manhã de profunda gratidão no sábado, 1º de agosto, ao celebrar os 50 anos de ministério episcopal de Dom Emílio Pignoli, primeiro bispo da Diocese. A Santa Missa em ação de graças, realizada na Catedral Sagrada Família, reuniu bispos, sacerdotes, religiosos, seminaristas e fiéis para render graças a Deus pela vida e pelo testemunho daquele que lançou as bases da Igreja Particular de Campo Limpo.

A celebração foi presidida por Dom Valdir José de Castro, bispo diocesano, e contou com a presença de Dom Luiz Antônio Guedes, bispo emérito, sucessor de Dom Emílio no governo pastoral da Diocese.

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LDom Emílio Pignoli, primeiro bispo diocesano. — Imagens: Gutierrez Jesus e Marcus Simi.

Na mesma celebração, a Diocese também homenageou os padres Antônio Alexandre de Oliveira, Nilton Ficone Júnior, Adilson Ulprist, Iolando Maurício da Silva, Manoel Messias de Oliveira, Marcelo Francisco Leite e Valdir Rodrigues de Brito, que celebram neste ano 25 anos de ordenação presbiteral. Diversos sacerdotes concelebraram a Eucaristia, entre eles muitos que receberam a ordenação das mãos de Dom Emílio, testemunhando os frutos de um episcopado marcado pela promoção das vocações.

Como a celebração aconteceu no início do Mês Vocacional, Dom Valdir recordou que celebrar um jubileu sacerdotal ou episcopal é, antes de tudo, celebrar a fidelidade de Deus na vida daqueles que foram chamados para o serviço do povo. "Quando celebramos o ministério de um irmão, celebramos também a comunhão do presbitério, porque ninguém vive o ministério sozinho; ele é sempre exercido em comunhão com a Igreja e com a Diocese", afirmou.

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Inspirando-se no Evangelho do Bom Pastor e na profecia de Ezequiel, Dom Valdir destacou que o verdadeiro pastor é aquele que conduz, reúne, fortalece e cuida do rebanho confiado por Deus. “O povo não pertence a nós, pertence a Deus. É preciso dar atenção a todos, especialmente aos mais necessitados”, recordou, agradecendo aos sacerdotes jubilandos pela dedicação às comunidades ao longo dos anos.

Ao dirigir-se especialmente a Dom Emílio, o bispo diocesano destacou que seu lema episcopal, “Consolidai vossa vocação”, foi muito mais do que uma frase escolhida para um brasão: tornou-se um verdadeiro programa de vida. Segundo Dom Valdir, o incentivo às vocações sacerdotais, religiosas e familiares marcou profundamente o ministério do primeiro bispo de Campo Limpo e permanece como um dos pilares da identidade da Diocese.

Ao recordar a trajetória de Dom Emílio, Dom Valdir ressaltou que seu legado ultrapassa as obras materiais. “É impossível resumir em poucos minutos cinquenta anos de vida episcopal”, afirmou. Em seguida, recordou um testemunho encontrado em uma de suas biografias que, segundo ele, traduz aquilo que ainda hoje escuta nas visitas às comunidades:

“"Dom Emílio não foi um estrategista pastoral; foi um bispo de presença. Seu rosto era visto nas crismas, nas assembleias, nas reuniões dos conselhos, nas visitas às comunidades e nos mutirões de solidariedade. Caminhava entre o povo com olhar sereno, sorriso discreto e escuta atenta. Era firme nas decisões, mas profundamente humano”.

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Dom Valdir observou que foi justamente essa presença constante junto ao povo que permitiu a Dom Emílio organizar a Diocese de Campo Limpo. Sob seu pastoreio, novas paróquias foram criadas, as vocações receberam especial atenção e a Catedral Sagrada Família foi construída como sinal da unidade diocesana. “Ele colocou as bases de uma nova Diocese”, resumiu.

Encerrando sua homilia, Dom Valdir recordou que um jubileu não representa um ponto de chegada, mas o início de uma nova etapa. Exortou os sacerdotes a renovarem o primeiro amor pelo chamado de Deus, perseverando na missão com alegria, fé e esperança. Confiando todos à proteção da Sagrada Família, padroeira da Diocese, agradeceu de modo especial a Dom Emílio por continuar sendo presença silenciosa, sustentando a caminhada da Igreja Particular de Campo Limpo por meio da oração e do testemunho de uma vida inteiramente dedicada ao Evangelho.

Em outro momento marcante da celebração, durante a distribuição da Comunhão, Dom Valdir e Dom Luiz dirigiram-se até Dom Emílio para levar-lhe a Eucaristia, gesto que expressou a comunhão fraterna entre os bispos e o reconhecimento àquele que iniciou a caminhada da Diocese há mais de três décadas.

Antes da bênção final, o padre Marcelo Francisco Leite, assessor da Pastoral Vocacional, e o padre Luciano Borges, assessor da Pastoral Presbiteral, prestaram homenagem a Dom Emílio e aos sacerdotes jubilandos, agradecendo o testemunho de fidelidade ao ministério ordenado.

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Padre Marcelo Leite, assessor da Pastoral Vocacional.

Uma vida dedicada à missão

Natural da Itália, Dom Emílio Pignoli chegou ao Brasil em 1953 como missionário, atendendo ao chamado da Igreja para fortalecer a presença evangelizadora na América Latina. Em 24 de junho de 1976, foi ordenado bispo e assumiu a Diocese de Mogi das Cruzes, onde permaneceu até 1989.

Em 1989, foi nomeado por São João Paulo II como o primeiro bispo da recém-criada Diocese de Campo Limpo. Coube a ele organizar a nova Igreja particular, estruturando sua ação pastoral, incentivando a participação dos leigos, promovendo a formação das comunidades e fortalecendo a comunhão entre paróquias, pastorais e movimentos.

Hoje, aos 93 anos, Dom Emílio permanece como uma referência para a Diocese, testemunhando sua fé por meio da oração e de sua dedicação à Igreja.

Ao final da celebração, os fiéis se reuniram no salão da Catedral para um momento de confraternização. Com bolo e os tradicionais parabéns, foram homenageados Dom Emílio e os sacerdotes que celebraram 25 anos de ordenação, encerrando a manhã em clima de alegria, gratidão e fraternidade.