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Conselho Diocesano de Pastoral

Conselho Diocesano de Pastoral e a construção do 7º Plano de Evangelização

Reunião reforçou a importância da escuta, da corresponsabilidade e da missão e avaliou os próximos passos rumo à Assembleia Diocesana de 28 de novembro.
 |  Andrea Rodrigues  |  Diocese
Fotos: Andrea Rodrigues

No sábado, 12 de setembro, o Auditório São Paulo Apóstolo, na Cúria Diocesana, recebeu a reunião do Conselho Diocesano de Pastoral, que reuniu padres, vigários paroquiais, delegados paroquiais e leigos coordenadores de pastorais e movimentos. O encontro deu continuidade ao processo sinodal e à construção do 7º Plano Diocesano de Evangelização, tendo como referências os eixos da comunhão, participação e missão e as contribuições já reunidas por paróquias de três foranias.

Durante a reunião, Dom Valdir José de Castro, bispo diocesano, destacou que o caminho pastoral precisa ser sustentado por relações mais próximas e por uma comunicação marcada pela sinceridade. “A escuta é condição indispensável para o diálogo, para a boa comunicação”, afirmou. O bispo também recordou que é o Evangelho que cria a comunidade e ensina a perdoar, reforçando que o processo de elaboração do novo plano deve ser mais do que uma organização de atividades: precisa ajudar a estreitar relações, fortalecer a comunhão e renovar a missão.

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O padre Ezaques Tavares, coordenador diocesano de Pastoral, apresentou os principais pontos do processo e ressaltou o desafio de construir uma Igreja que seja verdadeiramente comunidade. Segundo ele, mais do que simplesmente voltar a ter templos cheios, é necessário favorecer comunidades nas quais as pessoas se conheçam, estabeleçam vínculos e assumam juntas a missão. Entre as palavras que marcam as Diretrizes Gerais da Ação Evangelizadora do Brasil, destacou “conversão” e “missão”, apontando para uma Igreja em saída e em permanente estado missionário.

Nesse caminho, a Conversação no Espírito foi apresentada como um instrumento fundamental para as assembleias foraniais. A metodologia favorece a escuta, o discernimento e a construção comunitária das respostas, por meio de pequenos grupos que refletem sobre a realidade das comunidades, as Diretrizes Gerais e os principais apelos para a Igreja de Campo Limpo.

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O processo reúne os resultados do trabalho desenvolvido nas paróquias desde agosto do ano passado até 30 de julho, com relatórios de 90 paróquias. Durante setembro e outubro, as assembleias foraniais aprofundam esse material, somando às contribuições pastorais uma análise da realidade social dos territórios, com dados do IBGE.

Até o momento, as foranias Campo Limpo, M’Boi Mirim e Taboão da Serra já realizaram suas assembleias. As contribuições apresentadas nesses encontros também foram retomadas durante a reunião do Conselho, quando os participantes se dividiram em grupos para discernir como colocar em prática os principais apontamentos levantados pelas comunidades.

Foi reforçada a importância de garantir tempo adequado para as assembleias, com duração mínima de três horas e grupos de oito a dez participantes. As sínteses produzidas pelas foranias serão encaminhadas ao Setor Pastoral, responsável pela consolidação das contribuições que formarão a síntese diocesana.

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Mais do que reunir informações, o processo busca assegurar a continuidade da participação daqueles que acompanharam as etapas anteriores. “Quando todo mundo participa do processo, o resultado é mais fácil”, foi uma das expressões que sintetizaram o espírito da reunião.

Entre os desafios identificados estão a fragmentação das iniciativas pastorais, a centralização das decisões, a necessidade de renovação das lideranças, a ampliação da participação de jovens e leigos e as desigualdades presentes no território diocesano. Como caminhos de resposta, foram destacadas a pastoral de conjunto, a descentralização das decisões, a corresponsabilidade e o fortalecimento dos conselhos.

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Também ganhou destaque a necessidade de uma missão permanente para além dos muros das igrejas, com visitas às famílias, aos enfermos e às pessoas afastadas. A proposta é fortalecer uma presença contínua nos territórios e aproximar a ação evangelizadora da realidade concreta das comunidades.

Comunicação e participação

Antes do encerramento da reunião, o padre Rodrigo Antonio da Silva, Vigário Episcopal para as Comunicações, apresentou uma proposta de atualização das informações das pastorais e movimentos no site da Diocese. Cada coordenador deverá realizar o cadastro de sua pastoral ou movimento, permitindo a criação de páginas atualizadas com dados de contato, breve histórico, agenda anual e demais informações úteis para as comunidades.

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O encontro foi ainda espaço para que coordenadores de pastorais e movimentos apresentassem suas agendas e realizassem convites para as próximas atividades diocesanas, fortalecendo a integração entre os diferentes serviços e expressões da Igreja.

Rumo à Assembleia Diocesana

A Assembleia Diocesana, marcada para 28 de novembro, será o próximo grande marco desse caminho. Até lá, a Diocese seguirá reunindo, discernindo e consolidando as contribuições vindas das comunidades e foranias.

A construção do 7º Plano de Evangelização se apresenta, assim, como um processo que busca transformar não apenas a organização pastoral, mas também o modo de ser Igreja. Uma Igreja que escuta antes de falar, que participa antes de decidir, que fortalece a comunhão, sai ao encontro e assume, de forma corresponsável, a missão de anunciar o Evangelho.

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