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Comvocação

Forania Embu celebra a fé e fortalece a missão no 5º Comvocação

Quinta edição do encontro reuniu cerca de duas mil pessoas no Parque do Lago Francisco Rizzo e reforçou o chamado à unidade, à missão e ao compromisso cristão na sociedade.
 |  Andrea Rodrigues  |  Diocese

No feriado da Independência do Brasil, 7 de setembro, as 13 paróquias da Forania Embu realizaram a quinta edição do Comvocação Embu, no Parque do Lago Francisco Rizzo, no centro de Embu das Artes. Criado com a proposta de oferecer “um dia de evangelização católica”, o encontro nasceu, em 2018, de um desejo comum dos padres da forania de proporcionar à comunidade um momento de fé, convivência e alegria.

Idealizado pelo padre Marcelo dos Santos, quando ainda estava à frente da Paróquia Santa Inês, o Comvocação tornou-se, ao longo das edições, uma iniciativa consolidada no calendário da Forania Embu. Segundo a organização, cerca de duas mil pessoas participaram deste ano, reunindo fiéis das diferentes comunidades em uma programação que uniu oração, música, adoração, confissões, convivência e celebração da Eucaristia.



O evento teve início às 12h, com a oração do santo terço e em seguida a apresentação do cantor católico Davidson Silva. A Santa Missa, às 15h, foi presidida por Dom Valdir José de Castro, bispo diocesano, e concelebrada por sacerdotes da forania. Após a celebração, a programação continuou com os shows do cantor Juninho Casemiro e da banda Colo de Deus.

À frente da organização esteve o padre Antonio Rubens Mendonça Cunha, da Paróquia Santa Otília, em um trabalho realizado de forma conjunta pelos sacerdotes e pelas comunidades. Um dos sinais dessa colaboração foi a praça de alimentação, formada por barracas organizadas pelas próprias paróquias, cada uma responsável por um item. O serviço voluntário ajudou a criar, também nesse espaço, um ambiente de encontro e fraternidade.

Um coração que faz o bem

Em sua homilia, Dom Valdir partiu do Evangelho da cura do homem que tinha a mão direita seca para refletir sobre a vocação cristã e a necessidade de superar uma fé superficial. Diante dos mestres da lei e dos fariseus, preocupados em encontrar motivos para condená-lo, Jesus coloca no centro aquele que sofria e pergunta: “O que é permitido fazer no sábado? O bem ou o mal? Salvar uma vida ou deixar que se perca?”.

Para o bispo, enquanto Jesus cura a mão do homem, revela-se uma outra “secura”: a do coração daqueles que, presos ao rigorismo, não conseguem reconhecer o bem realizado. O coração de pedra, explicou, fecha-se ao outro, alimenta rivalidades, hipocrisia e interesses próprios. Em contraposição, Jesus convida a uma transformação interior, a um coração de carne, capaz de amar, acolher, perdoar e agir com compaixão.

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A mão direita, associada à força e à capacidade de agir, também foi apresentada como um símbolo da missão de cada batizado. Não basta possuir dons e capacidades; é preciso colocá-los a serviço do bem. O cristão é chamado a utilizar sua força, seu trabalho, sua inteligência e seus talentos para construir relações mais humanas e uma sociedade mais fraterna.

Dom Valdir relacionou essa atitude ao convite feito por Jesus no Evangelho da pesca milagrosa: “Avançar para águas mais profundas”. Para ele, aprofundar a fé significa ir além da superficialidade e retornar ao essencial da mensagem cristã: amor, esperança, misericórdia e fraternidade.

A reflexão também trouxe um alerta para as divisões que podem surgir dentro da própria comunidade. O bispo recordou que a vocação cristã não é vivida de forma isolada, mas dentro de uma comunidade que gera na fé, alimenta pelos sacramentos, sustenta pela Palavra e fortalece na comunhão fraterna. A comunidade, portanto, tem papel fundamental no amadurecimento da vocação e na missão de cada batizado.

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Fermento novo

Ao aproximar a reflexão da realidade cotidiana, Dom Valdir convidou os participantes a serem “fermento novo” na sociedade, deixando para trás o fermento da maldade, da rivalidade e do ódio. A transformação do coração precisa alcançar as relações familiares, as comunidades, a cidade de Embu das Artes e o próprio Brasil.

Nesse sentido, o Comvocação tornou-se mais do que um grande encontro festivo. Ao reunir as paróquias da forania em torno da Eucaristia, da oração e da convivência, o evento expressou a força da ação conjunta e do testemunho comunitário.

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A celebração também foi marcada pela proximidade do encerramento, no dia 6 de setembro, do 5º Congresso Vocacional do Brasil. Ao recordar o congresso, Dom Valdir reforçou que toda resposta vocacional nasce de uma experiência comunitária. Cada pessoa possui um chamado particular, mas sua vocação encontra sustento na Igreja e se desenvolve no encontro com os outros.

Em sua quinta edição, realizada no mesmo Parque do Lago Francisco Rizzo que acolheu todas as edições desde 2018, com retomadas em 2023, 2024, 2025 e 2026, o Comvocação Embu reafirmou sua identidade como espaço de evangelização, comunhão e missão. Um dia em que as comunidades se encontraram para celebrar a fé e, ao mesmo tempo, renovar o chamado a levar para além do espaço da celebração aquilo que receberam: um coração disposto a fazer o bem, a servir e a ser presença transformadora na sociedade.

 
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