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Encontro dos Liturgistas

Liturgistas refletem sobre o Sacramento do Matrimônio em 37ª Assembleia dos Liturgistas do Brasil e da 11ª Jornada Litúrgica

O encontro reuniu cerca de 90 participantes, entre liturgistas, teólogos e agentes interessados na temática litúrgica.
 |  CNBB  |  Igreja no Brasil
Foto: Arquivo Pessoal

De 26 a 30 de janeiro, o bispo de Bonfim (BA), dom Hernaldo Pinto Farias, juntamente com os assessores da Comissão Episcopal para a Liturgia, participou da 37ª Assembleia dos Liturgistas do Brasil e da 11ª Jornada Litúrgica, realizadas na Casa de Retiro São José, na Ilha de Itaparica (BA). O encontro reuniu cerca de 90 participantes, entre liturgistas, teólogos e agentes interessados na temática litúrgica.

“Sacramento do Matrimônio”

O tema central do encontro foi “Sacramento do Matrimônio: ritualidade, simbologia e teologia”. À luz do Concílio Vaticano II, que assumiu uma compreensão personalista do matrimônio, as reflexões destacaram a relação esponsal como verdadeiro lugar teológico.

Nessa perspectiva, o matrimônio é compreendido como um acontecimento no qual e pelo qual dois batizados, “penetrados pelo Espírito de Cristo, que impregna toda a sua vida de fé, esperança e caridade, avançam cada vez mais na própria perfeição e na mútua santificação, cooperando assim, juntos, para a glorificação de Deus” (Gaudium et spes, n. 48).

O frei Luís Felipe, assessor da Comissão Episcopal para a Liturgia da CNBB, apresentou a conferência “Teologia litúrgica do matrimônio: a relação humana elevada à dinamicidade do sacramento”. Em sua reflexão, destacou a importância da redescoberta da bênção nupcial como elemento teológico central para a compreensão sacramental do matrimônio.

Segundo ele, a bênção possui um peso decisivo, ao menos equivalente ao do consentimento, pois viver o matrimônio apenas a partir de sua dimensão jurídico-formal esgota sua realidade sacramental. A bênção, afirmou, coloca a compreensão do vínculo numa relação viva entre a iniciativa gratuita de Deus e a resposta livre da pessoa humana.

Também esteve presente o padre Rodolfo Chagas, assessor da Comissão Episcopal para a Vida e a Família, que ressaltou a relevância do tema para a pastoral familiar.

Em sua contribuição, destacou os itinerários de vivência e preparação para o matrimônio, sublinhando que, à luz da Amoris Laetitia, o sacramento não pode ser reduzido a uma convenção social, a um rito vazio ou a um mero sinal externo de compromisso, mas deve ser vivido como dom para a santificação e a salvação dos esposos.