Dom Valdir destaca mansidão e humildade como caminho de santificação sacerdotal
A Diocese de Campo Limpo celebrou, no dia 12 de junho, a Solenidade do Sagrado Coração de Jesus e o Dia Mundial de Oração pela Santificação do Clero. A programação reuniu 49 sacerdotes para uma manhã de formação, convivência fraterna e celebração eucarística, em sintonia com o convite da Igreja para rezar pelos presbíteros e renovar a consciência da vocação sacerdotal.
O encontro teve início com o tradicional café da manhã do clero, seguido de uma formação conduzida por Dom Antônio Carlos Altieri, bispo emérito da Arquidiocese de Passo Fundo. Em sua reflexão, Dom Altieri convidou os sacerdotes a revisitarem o próprio ministério, redescobrindo a presença de Deus em suas vidas e na missão cotidiana. Inspirado na parábola do Bom Samaritano, destacou que a vocação do presbítero é ir ao encontro daqueles que sofrem, oferecendo cuidado, proximidade e esperança. Ao concluir, ressaltou a importância da fraternidade sacerdotal como caminho de fortalecimento humano e espiritual.

As conferências aconteceram no Auditório São Paulo Apóstolo. Em seguida, os sacerdotes dirigiram-se à Catedral Sagrada Família para a celebração da Santa Missa, presidida por Dom Valdir José de Castro.
Em sua homilia, o bispo diocesano recordou que o Dia de Oração pela Santificação do Clero é uma oportunidade para refletir sobre o chamado universal à santidade e, de modo particular, sobre a vocação sacerdotal. Inspirando-se na mensagem do Papa Leão XIV para esta data, Dom Valdir destacou que Deus convida seus ministros a deixarem-se moldar segundo o Coração de Cristo.

“O Senhor nos chama à santidade porque Ele é santo. Para nós, sacerdotes, esse chamado é particularmente exigente, pois somos convidados a ser pastores segundo o coração de Deus, deixando-nos transformar continuamente pelo Espírito Santo”, afirmou.
Ao relacionar a celebração com a Solenidade do Sagrado Coração de Jesus, Dom Valdir recordou que Deus possui um coração que, em Cristo, assumiu plenamente a condição humana. “Celebramos o Deus-Amor, que se fez carne e veio ao encontro da humanidade. Ser santo é deixar-se configurar ao Coração de Cristo”, destacou.
O bispo ressaltou ainda que a santidade sacerdotal não consiste em perfeição humana, mas em assumir cada vez mais o modo de ser de Jesus: sua relação com o Pai, sua vida de oração, sua proximidade com os pobres, sua capacidade de acolher os que sofrem e de levar esperança aos desanimados.
Refletindo sobre o Evangelho proclamado na celebração, Dom Valdir chamou a atenção para duas características fundamentais do Coração de Cristo: a mansidão e a humildade. “Jesus nos diz: ‘Aprendei de mim, porque sou manso e humilde de coração’. Foi assim que Ele conquistou os corações. Não pela força, mas pela mansidão; não pela arrogância, mas pela humildade”, afirmou.
O bispo relacionou essa passagem com os desafios da sociedade contemporânea, marcada pelo cansaço e pela perda de sentido. Segundo ele, muitos experimentam não apenas o desgaste físico, mas um profundo cansaço existencial, que afeta também a vida pastoral. “É o cansaço que nos fecha em nós mesmos, que diminui nossa criatividade missionária e nos faz realizar apenas o básico”, observou.
Por isso, Dom Valdir exortou os sacerdotes a permanecerem próximos de Jesus, aprendendo dele a cultivar um coração desarmado, humilde e disponível para acolher as pessoas. “Somente com um coração manso e humilde podemos acolher aqueles que nos são confiados e também nossos irmãos de presbitério”, destacou.
Ao concluir, o bispo convidou os padres a caminharem juntos na santidade, fortalecendo os laços de fraternidade e comunhão. “Que possamos nos espelhar no Coração de Jesus e crescer na mansidão e na humildade para caminhar juntos na santidade, como irmãos chamados à mesma vocação, vivendo a comunhão, a participação e a missão com um coração cheio de amor”, afirmou.

Após a comunhão, os sacerdotes receberam exemplares das novas Diretrizes Gerais da Ação Evangelizadora da Igreja no Brasil (Documento 114 da CNBB). Ao final da celebração, o padre Luciano Borges Basílio, assessor diocesano para os Ministérios Ordenados e a Vida Consagrada, agradeceu a presença de todos e apresentou os comunicados finais.
A celebração encerrou uma manhã marcada pela oração, pela reflexão e pela renovação do compromisso sacerdotal, tendo o Coração de Cristo como modelo de amor, serviço e santidade para toda a vida presbiteral.




















