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Vivência Missionária

“Pés a Caminho”: seminaristas da Diocese de Campo Limpo vivem experiência missionária no Norte do país

Vivência nacional realizada em janeiro aprofundou a espiritualidade missionária e inseriu os seminaristas em realidades marcadas pela fé do povo, desafios sociais e proximidade com as comunidades.
 |  Seminarista Pedro Oliveira  |  Diocese
Foto: Arquivo Pessoal

Entre os dias 12 e 24 de janeiro, seminaristas de diversas dioceses do Brasil reuniram-se na Arquidiocese de Palmas (TO) para a 2ª Experiência Vocacional-Missionária “Pés a Caminho”, iniciativa de caráter nacional que proporciona uma vivência profunda do anúncio do Evangelho e da missão em diferentes realidades eclesiais.

Representando a Diocese de Campo Limpo, participaram os seminaristas Pedro Oliveira, do 4º ano da etapa da Configuração/Teologia, e Rodrigo Pimenta, Jean Rocha e Vitor Matos, do 3º e 2º anos da etapa do Discipulado/Filosofia. Ao longo da experiência, os participantes foram convidados a refletir sobre a essência da missão de Jesus Cristo, compreendida como a própria missão da Igreja, assumida no cotidiano da vida cristã e presbiteral.

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Do dia 13 ao dia 15 de janeiro, os seminaristas permaneceram em Palmas para intensos momentos de formação, reflexão e preparação missionária. Nesse período, foram aprofundados os fundamentos teológicos, bíblicos e cristológicos da missão, bem como a espiritualidade missionária e a compreensão da missão não como uma ação pontual, mas como dimensão permanente da vida da Igreja. As reflexões destacaram ainda o papel do Espírito Santo como protagonista da ação missionária, em um caminho marcado por colóquios, partilhas e escuta comunitária.

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A partir do dia 15 de janeiro, os seminaristas foram enviados para diversas dioceses do Regional Norte 3 da CNBB. Pedro Oliveira e Rodrigo Pimenta seguiram para a Diocese de Miracema do Tocantins; Vitor Matos foi enviado à Diocese de Cristalândia; e Jean Rocha à Diocese de Santíssima Conceição do Araguaia (PA). Essa etapa representou um forte mergulho na realidade local, marcada por desafios como o calor intenso, a seca, as longas distâncias entre comunidades e a escassez de recursos.

Em Lagoa da Confusão, na Diocese de Cristalândia, o seminarista Vitor Matos destacou a acolhida do povo e a vivência diária da fé como marcas profundas da missão. Segundo ele, cada dia foi um aprendizado e um encontro com Deus, fortalecendo sua caminhada vocacional. “Mesmo nos desafios, sinto alegria em servir. A missão tem tocado profundamente o meu coração. Aqui aprendo a amar mais, a escutar e a me doar”, partilhou.

Já na Paróquia São Pedro, na Diocese de Miracema, o seminarista Rodrigo Pimenta vivenciou de perto os desafios do cuidado pastoral em um território extenso. Chamou-lhe a atenção o esforço do pároco para acompanhar comunidades distantes, percorrendo longos trajetos, bem como a forte piedade popular expressa nas rezas e nos benditos. Para ele, trata-se de um testemunho de fé de um povo que, mesmo diante da ausência frequente de ministros ordenados, permanece firme na caminhada com Deus.

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Na Diocese de Santíssima Conceição do Araguaia, nas comunidades São Sebastião e Nossa Senhora de Fátima, o seminarista Jean Rocha experimentou uma profunda vivência de acolhida e comunhão. Chegando a um contexto até então desconhecido, encontrou pessoas que o receberam com gestos simples e sinceros. “Vim com a esperança de ser um pingo de luz em cada rosto que encontrasse, mas retorno com a certeza de que foram eles que iluminaram a minha caminhada”, testemunhou, levando consigo um coração transbordante de gratidão.

Ao longo da missão, os seminaristas participaram de celebrações, visitas às famílias, encontros pastorais, momentos de escuta e convivência fraterna com as comunidades. A experiência confirmou que a missão é um processo contínuo, que se constrói no encontro com o outro, na partilha da vida e na presença solidária junto ao povo de Deus.

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A 2ª Experiência Vocacional-Missionária “Pés a Caminho” revelou-se, assim, um tempo privilegiado de formação humana, espiritual e pastoral. A partir do encontro com Cristo e da inserção em realidades concretas, os seminaristas retornam à Diocese de Campo Limpo fortalecidos no ardor missionário, conscientes de que a missão é um modo de ser e viver o Evangelho em todas as circunstâncias da vida.