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33ª Romaria Diocesana

Romaria reúne 10 mil fiéis aos pés da Mãe Aparecida

33ª Romaria Diocesana de Campo Limpo encerrou a Semana da Família com oração, comunhão e reflexão sobre o amor que se transforma em serviço.
 |  Andrea Rodrigues  |  Diocese

Cerca de 10 mil fiéis da Diocese de Campo Limpo participaram, no domingo, 16 de agosto, da 33ª Romaria Diocesana ao Santuário Nacional de Aparecida. Vindos de diferentes paróquias e comunidades, os romeiros se reuniram na Casa da Mãe Aparecida para um dia de oração, ação de graças e renovação da fé. A Romaria também marcou o encerramento da Semana da Família, vivida de modo intenso nas paróquias e foranias da Diocese.

A programação teve início às 8h, com a Via Lucis, preparada pela Pastoral Familiar. Centenas de leigos percorreram cerca de 850 metros entre a Tribuna Dom Aloísio Lorscheider e a Tribuna Bento XVI, conduzidos pelo bispo diocesano, Dom Valdir José de Castro, e pelo bispo emérito, Dom Luiz Antônio Guedes. Também participaram o padre Francisco Glênio, assessor da Pastoral Familiar, e o seminarista Leandro Félix. Entre cânticos, orações e meditações, os romeiros realizaram a caminhada em clima de fé e esperança.

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Às 10h, teve início a Santa Missa, presidida por Dom Valdir e concelebrada por Dom Luiz Antônio Guedes e padres do clero diocesano. Diáconos, seminaristas e milhares de fiéis se uniram à celebração, confiando a Nossa Senhora da Conceição Aparecida as famílias, as comunidades e os projetos pastorais da Diocese.

Na acolhida, Dom Valdir saudou os romeiros e destacou que a Romaria, além de ser uma tradicional manifestação de fé, também encerrava a Semana da Família, que reuniu comunidades de toda a Diocese em momentos de oração, formação e convivência.

O amor que se transforma em serviço

Em sua homilia, a partir da celebração da Assunção de Nossa Senhora, Dom Valdir convidou os fiéis a contemplarem em Maria um modelo de vida marcada pelo amor concreto e pelo serviço. A Assunção, explicou, não pode ser compreendida de maneira isolada, mas como fruto de uma existência entregue a Deus e ao próximo.

Ao recordar o episódio da Visitação, quando Maria parte apressadamente para encontrar Isabel, o bispo chamou atenção para a “pressa” de Maria. Não se trata da pressa frenética do mundo atual, marcada pela correria e pelo excesso de tarefas, mas de uma pressa que nasce do amor e leva ao encontro.

A reflexão propôs aos romeiros uma pergunta sobre a própria maneira de viver: para onde nos conduz a nossa pressa diária? Para Dom Valdir, a vida cristã exige que o ritmo cotidiano não impeça o cuidado com a família, a atenção aos que sofrem e a disponibilidade para servir.

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Ao refletir sobre o Magnificat, o bispo destacou ainda a espiritualidade de Maria, capaz de reconhecer as maravilhas realizadas por Deus na história. Esse olhar, segundo Dom Valdir, precisa permanecer atento sobretudo à realidade dos pobres e daqueles que mais necessitam. A fé cristã não pode estar distante da realidade, mas deve manter os “pés no chão”, unindo a escuta da Palavra de Deus ao compromisso concreto com a vida.

Maria também foi apresentada como imagem da Igreja, a mulher revestida de sol mencionada no livro do Apocalipse, que aponta para Cristo, verdadeira luz que ilumina a caminhada. Em meio ao “corre-corre” da vida, os cristãos são chamados a buscar na presença de Deus e na ação do Espírito Santo a direção para não perderem o sentido da própria missão.

Ao final da reflexão, Dom Valdir recordou que a Romaria é um momento de entrega, ação de graças e súplica, mas também de renovação do compromisso de permanecer fiel ao seguimento de Jesus Cristo. Aos pés da Padroeira do Brasil, os fiéis foram convidados a retornar às suas comunidades levando consigo a disposição de viver uma fé que se traduz em amor e serviço.

Uma tradição de fé e comunhão

Realizada desde 1993, a Romaria Diocesana nasceu como gesto de agradecimento e súplica da Igreja Particular de Campo Limpo. Idealizada por Dom Emílio Pignoli, primeiro bispo da Diocese, a iniciativa tornou-se uma tradição que expressa a devoção mariana e reúne gerações de fiéis diante da Mãe Aparecida. A família esteve entre as prioridades do episcopado de Dom Emílio, ao lado da juventude e das vocações.

Ao longo dos anos, a Romaria consolidou-se como uma das principais expressões de comunhão da Diocese, reunindo paróquias e comunidades para agradecer as bênçãos recebidas, apresentar pedidos e renovar a esperança.

A celebração esteve integrada à Semana Nacional da Família, realizada de 10 a 16 de agosto em todo o Brasil. Promovida pela Comissão Nacional da Pastoral Familiar da CNBB, a iniciativa busca fortalecer a evangelização e a vida das famílias diante dos desafios do tempo presente. Na Diocese de Campo Limpo, a programação foi vivenciada nas paróquias e foranias por meio de encontros, celebrações, formações e momentos de espiritualidade.

Ao final, o padre Francisco Glênio e a Coordenação Diocesana da Pastoral Familiar agradeceram aos sacerdotes, agentes de pastoral, famílias, voluntários e a todos os romeiros que participaram da programação, seja em caravanas ou individualmente, contribuindo para que mais uma Romaria Diocesana fosse marcada pela fé, pela comunhão e pela fraternidade.

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