Romaria reúne 10 mil fiéis aos pés da Mãe Aparecida
Cerca de 10 mil fiéis da Diocese de Campo Limpo participaram, no domingo, 16 de agosto, da 33ª Romaria Diocesana ao Santuário Nacional de Aparecida. Vindos de diferentes paróquias e comunidades, os romeiros se reuniram na Casa da Mãe Aparecida para um dia de oração, ação de graças e renovação da fé. A Romaria também marcou o encerramento da Semana da Família, vivida de modo intenso nas paróquias e foranias da Diocese.
A programação teve início às 8h, com a Via Lucis, preparada pela Pastoral Familiar. Centenas de leigos percorreram cerca de 850 metros entre a Tribuna Dom Aloísio Lorscheider e a Tribuna Bento XVI, conduzidos pelo bispo diocesano, Dom Valdir José de Castro, e pelo bispo emérito, Dom Luiz Antônio Guedes. Também participaram o padre Francisco Glênio, assessor da Pastoral Familiar, e o seminarista Leandro Félix. Entre cânticos, orações e meditações, os romeiros realizaram a caminhada em clima de fé e esperança.

Às 10h, teve início a Santa Missa, presidida por Dom Valdir e concelebrada por Dom Luiz Antônio Guedes e padres do clero diocesano. Diáconos, seminaristas e milhares de fiéis se uniram à celebração, confiando a Nossa Senhora da Conceição Aparecida as famílias, as comunidades e os projetos pastorais da Diocese.
Na acolhida, Dom Valdir saudou os romeiros e destacou que a Romaria, além de ser uma tradicional manifestação de fé, também encerrava a Semana da Família, que reuniu comunidades de toda a Diocese em momentos de oração, formação e convivência.
O amor que se transforma em serviço
Em sua homilia, a partir da celebração da Assunção de Nossa Senhora, Dom Valdir convidou os fiéis a contemplarem em Maria um modelo de vida marcada pelo amor concreto e pelo serviço. A Assunção, explicou, não pode ser compreendida de maneira isolada, mas como fruto de uma existência entregue a Deus e ao próximo.
Ao recordar o episódio da Visitação, quando Maria parte apressadamente para encontrar Isabel, o bispo chamou atenção para a “pressa” de Maria. Não se trata da pressa frenética do mundo atual, marcada pela correria e pelo excesso de tarefas, mas de uma pressa que nasce do amor e leva ao encontro.
A reflexão propôs aos romeiros uma pergunta sobre a própria maneira de viver: para onde nos conduz a nossa pressa diária? Para Dom Valdir, a vida cristã exige que o ritmo cotidiano não impeça o cuidado com a família, a atenção aos que sofrem e a disponibilidade para servir.

Ao refletir sobre o Magnificat, o bispo destacou ainda a espiritualidade de Maria, capaz de reconhecer as maravilhas realizadas por Deus na história. Esse olhar, segundo Dom Valdir, precisa permanecer atento sobretudo à realidade dos pobres e daqueles que mais necessitam. A fé cristã não pode estar distante da realidade, mas deve manter os “pés no chão”, unindo a escuta da Palavra de Deus ao compromisso concreto com a vida.
Maria também foi apresentada como imagem da Igreja, a mulher revestida de sol mencionada no livro do Apocalipse, que aponta para Cristo, verdadeira luz que ilumina a caminhada. Em meio ao “corre-corre” da vida, os cristãos são chamados a buscar na presença de Deus e na ação do Espírito Santo a direção para não perderem o sentido da própria missão.
Ao final da reflexão, Dom Valdir recordou que a Romaria é um momento de entrega, ação de graças e súplica, mas também de renovação do compromisso de permanecer fiel ao seguimento de Jesus Cristo. Aos pés da Padroeira do Brasil, os fiéis foram convidados a retornar às suas comunidades levando consigo a disposição de viver uma fé que se traduz em amor e serviço.
Uma tradição de fé e comunhão
Realizada desde 1993, a Romaria Diocesana nasceu como gesto de agradecimento e súplica da Igreja Particular de Campo Limpo. Idealizada por Dom Emílio Pignoli, primeiro bispo da Diocese, a iniciativa tornou-se uma tradição que expressa a devoção mariana e reúne gerações de fiéis diante da Mãe Aparecida. A família esteve entre as prioridades do episcopado de Dom Emílio, ao lado da juventude e das vocações.
Ao longo dos anos, a Romaria consolidou-se como uma das principais expressões de comunhão da Diocese, reunindo paróquias e comunidades para agradecer as bênçãos recebidas, apresentar pedidos e renovar a esperança.
A celebração esteve integrada à Semana Nacional da Família, realizada de 10 a 16 de agosto em todo o Brasil. Promovida pela Comissão Nacional da Pastoral Familiar da CNBB, a iniciativa busca fortalecer a evangelização e a vida das famílias diante dos desafios do tempo presente. Na Diocese de Campo Limpo, a programação foi vivenciada nas paróquias e foranias por meio de encontros, celebrações, formações e momentos de espiritualidade.
Ao final, o padre Francisco Glênio e a Coordenação Diocesana da Pastoral Familiar agradeceram aos sacerdotes, agentes de pastoral, famílias, voluntários e a todos os romeiros que participaram da programação, seja em caravanas ou individualmente, contribuindo para que mais uma Romaria Diocesana fosse marcada pela fé, pela comunhão e pela fraternidade.




























