Diocese de Campo Limpo participa do 6ª Assembleia Ampliada da Sub-Região Pastoral São Paulo
Na manhã do dia 28 de fevereiro, a Diocese de Campo Limpo participou da 6ª Assembleia Ampliada da Sub-Região Pastoral São Paulo, realizada no auditório da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP). A diocese esteve representada por 17 participantes, entre membros de comissões pastorais e da coordenação pastoral.
O encontro reuniu bispos e representantes das dioceses de Osasco, Campo Limpo, Santo Amaro, Santo André, Santos, São Miguel Paulista, Mogi das Cruzes, Guarulhos e da Arquidiocese de São Paulo, com o objetivo de refletir sobre a vida eclesial e os desafios pastorais da sub-região.
A assembleia teve início com momento de oração conduzido pelo cardeal Dom Odilo Pedro Scherer, que também mediou os trabalhos, ao lado do padre Flaviano Walger Schulz. Em sua intervenção, fez uma breve referência aos temas abordados no consistório, convocado pelo Papa Leão XIV, realizado em janeiro.

Sinodalidade e desafios urbanos
A primeira exposição foi conduzida pelo padre Antônio de Lisboa, que abordou a sinodalidade como dimensão constitutiva da Igreja. O sacerdote destacou que, embora o tema esteja em evidência, ele não é novidade, mas expressão da própria natureza e missão eclesial.
Ao analisar o contexto das grandes cidades, apontou cinco características presentes nas dioceses urbanas: fragmentação social e existencial, pluralismo cultural e religioso, crise das institucionalidades, inclusive religiosas, complexidade da ação pastoral e mobilidade territorial. A partir desse diagnóstico, indicou caminhos concretos, como o fortalecimento dos Conselhos Pastorais como espaços de discernimento, a promoção de uma cultura de escuta, incluindo afastados, periferias e juventudes, a conversão para um estilo sinodal de governo, a formação do presbitério para a sinodalidade e a valorização do protagonismo leigo, superando o clericalismo.

As reflexões dialogam diretamente com o momento vivido pela Diocese de Campo Limpo, que se encontra em processo de escuta para a elaboração do 7º Plano Diocesano de Evangelização. Inspirado na metodologia do Sínodo sobre a Sinodalidade, o subsídio diocesano propõe um itinerário de aprofundamento pessoal e escuta comunitária, buscando conhecer de forma mais concreta as necessidades pastorais das comunidades paroquiais e ampliar a participação no “caminhar juntos”.
Campanha da Fraternidade 2026
A segunda temática abordou a Campanha da Fraternidade 2026, que tem como tema “Fraternidade e Moradia”. A apresentação foi conduzida por Cláudio Lima Vieira, coordenador da CF no Regional Sul 1.
A reflexão partiu, não da apresentação do tema, já amplamente divulgado na abertura realizada pelas dioceses na Quarta-Feira de Cinzas, mas de duas perguntas centrais: por que fazemos e por quem fazemos? e destacou a urgência de olhar para a realidade de pessoas que vivem em condições precárias, sem infraestrutura básica e expostas a riscos como desabamentos e alagamentos. O palestrante reforçou a necessidade de uma postura solidária e comprometida diante das situações de vulnerabilidade não só habitacional, como é o caso do tema deste ano, mas de tantas outras situações em que se faz necessária pôr em prática a Doutrina Social pelo bem comum. “É preciso alterar estruturas que levam à fome, edificar pessoas, sensibilizar e fomentar políticas públicas e ações eclesiais.”
Ao final da assembleia, Dom Pedro Cipollini, bispo de Santo André, dirigiu uma palavra de encorajamento aos participantes, retomando a parábola do semeador como convite à perseverança e à confiança no trabalho pastoral, mesmo diante dos desafios.










