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Sagrada Família

Dom Valdir: Olhar para a Família de Nazaré como modelo para as nossas famílias

A Festa da Sagrada Família, padroeira da diocese e patrona da Igreja-Mãe, celebrada no domingo após o Natal, contou com a presença de inúmeros fiéis de diversas partes da diocese e padres diocesanos na concelebração.
 |  Andrea Rodrigues  |  Diocese
Foto: Luis Carlos da Silva

A Festa da Sagrada Família, celebrada dentro da oitava de Natal, na Diocese de Campo Limpo é sempre muito especial. Primeiro porque a Sagrada Família de Nazaré é a padroeira da diocese e, além disso, é a patrona da Igreja-Mãe diocesana.

Dom Valdir José de Castro, ssp, presidiu pela primeira vez como bispo diocesano a festa da Sagrada Família, na Catedral Sagrada Família, que mais uma vez este ano, contou com a participação e concerto natalino do Coro e Banda dos Arautos do Evangelho, que além de executarem as canções da santa missa, realizaram no final um concerto natalino, no final da celebração, com seis canções.

Já no início da celebração Dom Valdir recordou que a família é um grupo de pessoas unidas pelo laço de amor e que a Festa da Sagrada Família é um bom momento para lembrar este elo entre seus membros: “Família é um grupo de pessoas onde existe um laço de amor que as une, a família de Nazaré, a nossa família de sangue, a família diocesana, família é justamente um grupo de pessoas onde existe um elo de amor e é também a falta amor que desune a família, do amor vem tudo”.

Liturgia

A liturgia do dia aponta elementos práticos e importantes para a vida familiar. A leitura do livro do Eclesiastes, no capítulo 3, aponta algumas atitudes que os filhos devem ter com relação aos pais e sobre isso, o bispo diocesano disse ainda que, é preciso obedecer, mas não no sentido de cumprir regras apenas, mas de escutar uns aos outros, filhos aos pais, pais aos filhos: “As famílias que conseguem manter-se no caminho do amor e da escuta, apesar das dificuldades saem vencedoras, simplesmente porque entendem e continuam firme na rocha que é Deus, que é o próprio amor”.

A Carta de São Paulo aos Colossenses, capítulo 3, também acentua a dimensão do amor para a vida cristã no que se refere a união, “Mas, sobretudo, amai-vos uns aos outros, pois o amos é o vínculo da perfeição”. Dom Valdir lembrou que Deus se fez homem e encarnou para viver a realidade humana a partir de uma família, que graças ao amor conseguiu vencer grandes dificuldades: “Vejo que é graças ao amor, que a Família de Nazaré consegue caminhar e vencer as dificuldades, como ouvimos no Evangelho, toda a família de Jesus teve que ir para o Egito, sem saber direito porque ou quais as dificuldade que encontrariam no caminho, foram confiando em Deus, dialogando, escutando e amando um ao outro”.

Homilia

Ao celebra a Sagrada Família, Dom Valdir ressaltou que as famílias expostas muitas vezes nas diversas mídias não é exatamente o que a Igreja pede para ser modelo e sim, que o modelo seja sempre a Família de Nazaré. “O que é que faz a família de Nazaré, ser a família de Nazaré?, Ser a família modelo? Em primeiro lugar quando falamos da família de Nazaré, falamos de amor e na família somos chamados a experimentar o amor, o amor é a força que une a família, porque justamente de um casal que se amou, uma família foi constituída.

E enfatizando o aspecto da obediência vivida dentro da Sagrada Família, ensinou: “Somos chamados a viver, assim como a Família de Nazaré, a obediência. A palavra obediência hoje parece obrigação de cumprir uma ordem, não é neste sentido, a obediência a que me refiro é a que vem da palavra latim oboedire que significa escutar, obedecer é escutar. Na Família de Nazaré, três pessoas que se amam, como espelho da Trindade, mas que em tudo se obedecem, se escutam, um escuta o outro e todos escutam a Trindade.”

E dialogando com os presentes questionou: “Até que ponto nas famílias hoje nos amamos a ponto de ser paciente, misericordioso, a ponto de ouvir, de obedecer, até que pondo nas famílias existe essa escuta? O marido escuta a esposa, os filhos escutam os pais e vice versa. Precisamos refletir para praticar cada dia mais a escuta”.

E no final da homilia incentivou todos, a exemplo da Família de Nazaré, a praticar a escuta que leva ao perdão: “Sabemos que nas famílias onde não tem amor e que não tem escuta é um Deus nos acuda, não é verdade? Onde tem divisão, não tem lugar para a alegria, entra a dor, é preciso um esforço de cada um, cada membro da família, para fazer com que o Espírito da Família de Nazaré chegue a nossa, no amor que escuta e na escuta que leva o perdão”.

Pastoral Familiar

Tradicionalmente membros da Pastoral Familiar Diocesana participam da Festa da Sagrada Família e este ano não foi diferente. Participantes da pastoral de diversas paróquias e de vários movimentos vivenciaram a festa da Sagrada Família na Catedral Diocesana.

A Pastoral Familiar é a ação que se realiza na Igreja e com a Igreja, de forma organizada e planejada, por meio de agentes específicos, com metodologia própria, tendo como objetivo a evangelização das famílias na convivência interna e com a sociedade. Também se destina à formação da pessoa humana independente de sua situação familiar, com o propósito de promover a sua inclusão e resgatar seus valores e sua dignidade.

Aos agentes presentes Dom Valdir se dirigiu especialmente e exortou: “É muito bonito viver a espiritualidade própria que tem a pastoral familiar e todos os movimentos que tem a família como referencia, mas nunca se esqueçam de abrir-se ao mundo, abrirem-se aquelas famílias que tem necessidade da nossa palavra sim, mas também da nossa ajuda na esfera social”.


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