Semana Santa destaca a beleza do ‘toque de Deus’ e renova a esperança na Ressurreição

A celebração da Semana Santa na Catedral Sagrada Família foi marcada pela expressiva participação dos fiéis, que celebraram a Páscoa do Senhor com o coração exultante de alegria pela vitória de Cristo sobre a morte e o pecado.
Celebrar o Tríduo Pascal é fazer memória da história da salvação da humanidade, é renovar o “sim” ao amor e à vida.
A celebração do Domingo de Ramos deu início à Semana Santa. Recordando a entrada de Jesus em Jerusalém. Centenas de fiéis, partindo da Praça do Campo Limpo em direção à Catedral, balançavam seus ramos e entoavam cânticos ao Filho de Davi.

Na quinta-feira pela manhã, Dom Valdir presidiu, com a concelebração de numerosos padres diocesanos e religiosos, a Missa Crismal. Nesta ocasião, os presbíteros renovam suas promessas sacerdotais, e o bispo consagra o óleo do Crisma e abençoa os óleos dos Catecúmenos e dos Enfermos.
Dom Valdir iniciou sua homilia saudando e acolhendo os presentes, destacando a alegria daquele momento vivido em comunhão. Em seguida, refletiu sobre a missão do presbítero: “A celebração de hoje nos reúne em torno do bispo, mas sobretudo em torno de Cristo, o Bom Pastor, o ungido de Deus. A missão de Jesus é proclamar a graça do Senhor, e esta é também a nossa missão. Pertencemos a Deus: o Espírito Santo nos consagrou para servir e evangelizar. Pela imposição das mãos e pelas mãos ungidas, o Senhor não apenas impôs as mãos sobre nós, mas nos tomou pela mão. Como recorda Bento XVI, Cristo transmite, por meio de nossas mãos, o seu toque divino, colocando-nos a serviço do amor na Eucaristia, na administração dos sacramentos, no perdão e na atenção aos doentes”.
Momento de profundo significado, a consagração do óleo do Crisma, o único consagrado, é realizada pelo bispo, que mistura bálsamo e essências antes da oração solene, seguindo o rito litúrgico. Já os óleos dos Catecúmenos e dos Enfermos são abençoados, cada um com sua oração própria. Ao final da celebração, os óleos são distribuídos às paróquias da Diocese.
Na noite de quinta-feira teve início o Tríduo Pascal com a Missa da Ceia do Senhor, que recorda a instituição da Eucaristia e do sacerdócio, além do gesto do lava-pés. Presidida por Dom Valdir e concelebrada pelos padres Sandro Ely e Rodrigo Antonio da Silva, a celebração destacou o mandamento do amor e do serviço. O bispo lavou os pés de doze pessoas, recordando o gesto de Cristo, que se fez servo de todos e ensinou que somos chamados a viver a humildade e a fraternidade.

Às 15h da Sexta-feira Santa, foi celebrada a Solene Ação Litúrgica da Paixão do Senhor, único dia do ano em que não há celebração da missa. A liturgia recorda a entrega total de Cristo na cruz, com a proclamação da Paixão, as preces universais e o gesto da adoração da Cruz. À noite, a procissão do Senhor Morto reuniu os fiéis em clima de oração e contemplação.
No Sábado Santo, às 20h, teve início a Vigília Pascal, a celebração mais importante do ano litúrgico. A bênção do fogo novo e da água marcou o início da liturgia, seguida pelo acendimento do Círio Pascal, sinal da luz de Cristo que vence as trevas. Durante a celebração, os fiéis renovaram as promessas batismais e 21 catecúmenos receberam os sacramentos do Batismo, da Crisma e da Eucaristia, passando para a vida nova em Cristo.

As celebrações do Domingo de Páscoa aconteceram em dois horários, pela manhã, presidida por Dom Valdir, e à noite, presidida pelo padre Rodrigo Antonio, reunindo novamente a comunidade para celebrar a Ressurreição do Senhor.
Assim, ao longo desses dias santos, a Igreja reunida na Catedral Sagrada Família fez memória do mistério central da fé cristã: a paixão, morte e ressurreição de Jesus. Renovados pela graça desses mistérios, os fiéis são enviados a testemunhar, com a própria vida, que Cristo Ressuscitou e continua vivo no meio de nós, fortalecendo a esperança e conduzindo o seu povo no caminho do amor e da salvação.




