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Celebra Juventude

No ritmo da fé, jovens vivem noite de oração na Catedral

Na 17ª Vigília Celebra Juventude, cerca de 2.500 jovens lotaram a Catedral Sagrada Família e viveram uma noite de fé e reflexão sobre cultura digital.
 |  Andrea Rodrigues  |  Diocese

Na segunda-feira de Carnaval, 12 de fevereiro, enquanto muitos buscavam o brilho das ruas, a Catedral Sagrada Família se enchia de outra luz. Era noite de Vigília Celebra Juventude. Pela 17ª vez, o coração da Diocese pulsava no ritmo da fé jovem.

Mesmo com os termômetros marcando 27 graus, cerca de 2.500 jovens ocuparam cada espaço da Igreja-Mãe da diocese a partir das vinte e uma horas. Vindos das foranias, grupos, movimentos e pastorais juvenis, chegaram com bandeiras, camisetas personalizadas, abraços demorados e uma alegria que não dependia do calendário. A vigília “de Carnaval” já se tornou tradição: desde 2015, é o encontro esperado por quem escolhe viver essa noite de festa de um jeito diferente.

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O tema deste ano, Cultura Digital, atravessou toda a programação, que contou com a animação do padre Wesley Michel da Cruz. A noite começou com a Santa Missa presidida por Dom Valdir José de Castro, bispo diocesano. Logo no início, contagiado pela animação dos jovens, o bispo os encorajou a não perderem a alegria que vem de Deus, aquela que não termina na quarta-feira de cinzas.

Concelebraram a Eucaristia padres da Diocese, entre eles o padre Lúcio Alves, assessor diocesano das Juventudes, e o padre Marcelo Francisco Leite, recém-eleito promotor vocacional. Ao dirigir-se aos jovens, padre Marcelo fez um convite direto: participar dos encontros vocacionais que retornam neste mês, agora também nas foranias. “Todos somos chamados a discernir”, lembrou, apontando para um caminho que começa na escuta e se abre à missão.

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Na homilia, Dom Valdir foi incisivo: em meio às distrações e superficialidades do mundo digital, é preciso escolher uma fé firme, sem hesitações. O jovem, disse ele, é chamado a ser sinal, no mundo físico e também no digital. “As redes devem servir para consertar o que está partido, curar a solidão, libertar e salvar.” Não basta estar online; é preciso estar em comunhão.

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Entre momentos de louvor e silêncio, as pregações aprofundaram a reflexão. Raylson Araújo, missionário digital e mestrando em Teologia, provocou: seguir alguém nas redes não significa estar conectado de verdade. “Podemos estar conectados a Cristo, mas não em comunhão com Ele?” A pergunta ecoou na nave lotada, desafiando cada um a ir além do clique.

O seminarista Giovanni Russo reforçou em um segundo momento de pregação: quando estamos ligados à Videira, que é Cristo, nossas redes também são transformadas. É preciso nadar contra a corrente da indiferença e espalhar empatia, caridade e verdade. “Jesus veio para todos”, recordou, convocando os jovens a serem luz e sal também no ambiente digital.

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Durante toda a noite, padres atenderam confissões. O próprio Dom Valdir permaneceu mais de uma hora acolhendo jovens no sacramento da reconciliação. Em uma praça especialmente preparada ao lado do Auditório São Paulo Apóstolo, seminaristas diocesanos e jovens em discernimento vocacional acolheram os participantes para conversas e testemunhos de fé, partilhando inquietações, sonhos e caminhos de vocação. Ao redor, a praça de alimentação permaneceu movimentada durante toda a noite, reunindo os jovens em clima de fraternidade: barracas cheias de hambúrgueres, pastéis e doces ajudavam a prolongar os encontros e a alegria de estar juntos.

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Já com o céu clareando, a Adoração ao Santíssimo Sacramento, conduzida pelo padre Aloisio de Melo Sousa, encerrou a vigília. O silêncio que tomou conta da Catedral contrastava com a euforia inicial. Era o nascer de um novo dia e, para muitos daqueles jovens, o recomeço de uma decisão: seguir Cristo, também no Carnaval, também nas redes, também na vida.