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1 ago., 2018

No último final de semana de julho, aconteceu a segunda edição do retiro para homens da paróquia Santa Maria Goretti.  Meditando o tema: Sal da Terra e Luz no mundo, todos os momentos foram preparados e conduzidos pela Comunidade Sagrada Família, da região episcopal do Ipiranga, pertencente à Arquidiocese de São Paulo.

Os sessenta homens participaram de muitas atividades interativas de reflexão e de espiritualidade. Pregações direcionadas como, O plano de Deus para o homem, e Homens em Santidade, trouxeram reflexões sobre o papel do homem na sociedade de modo geral.  Essa é a segunda edição do retiro que tem o apoio do pároco, Amauri Batista, em toda a organização e com sua participação efetiva.

“Esse retiro é onde homens têm seu momento de oração e podem testemunhar seu caminho de fé. O convite é para todos, casados, solteiros, celibatários, jovens e adultos, sendo atuantes na comunidade ou não. Realmente é um momento impressionante de homens em oração”, enfatiza com alegria o pároco.

Louvores, Adoração ao Santíssimo, partilha e testemunhos trouxeram momentos saudáveis de afastamento da correria cotidiana, como forma de renovar a fé, conversar com Deus e refletir sobre a vida.

Todos os homens reunidos puderam experimentar um encontro com Deus e uma restauração em suas vidas. Foram dois dias intensos que fizeram estes homens revitalizarem suas forças e prioridades e, na Cruz de Cristo, experimentarem a morte do velho homem e o nascimento de um outro que glorifica a Deus.


1 ago., 2018

Desde fevereiro de 2018 é possível apreciar nas grandes celebrações diocesanas o canto harmonioso do Coral Diocesano Sagrada Família. Composto por homens e mulheres e sob a regência do maestro Fernando Gomes, mais de cinquenta pessoas divididas pelas suas entonações vocais se aprimoram ensaio a ensaio na arte de cantar.

A proposta principal do coral é evangelizar através da música, mas existe também entre os membros e a coordenação um objetivo social e cultural compondo a base de todo o trabalho.

Qualquer pessoa interessada pode participar e ser católico não é uma exigência, mas, o candidato precisará cumprir com a agenda de apresentações que implica em sua maioria em missas importantes para a comunidade diocesana de Campo Limpo.

Uma vivência artística cultivada e estimulada em um ambiente acolhedor, disciplinador e técnico que respeita e convive harmonicamente com as especificidades de cada pessoa.

A música tem o poder de transmitir alegria, paz, reflexão, bem como de dar estrutura emocional e acalmar corações, além de fortalecer a fé e renovar a esperança. Venha você também soltar a sua voz!

Os ensaios acontecem todas as terças das 19h às 21h30 e sábado das 08h30 às 11h30. Para se inscrever o candidato pode retirar uma ficha de inscrição na secretaria ou comparecer em um dos dias de ensaio e manifestar o desejo de participar.


31 jul., 2018

Com este lema do Papa Francisco, presente na Exortação Apostólica Evangelii Gaudium e impresso nas camisetas da missão, a Paróquia São Vicente e São Tiago, da Forania Embu das Artes, organizou, no dias de 20 a 22 de Julho, uma saída missionária no próprio território paroquial.

A missão contou com a participação de cristãos leigos de diversas paróquias da Diocese, todos ativamente engajados nas atividades da MPP (Missão Popular Paroquial) em suas comunidades.  Todos foram generosamente acolhidos em famílias da paróquia ao longo do final de semana de atividades.

Trata-se de uma das propostas atualmente promovidas pelo COMIDI de Campo Limpo, em colaboração com paróquias ativas na MPP, para fomentar o espírito missionário e alimentar a comunhão eclesial dentro da Diocese, proporcionando intensos momentos de fraternidade e oração, de espiritualidade e saída missionária e oferecendo concretamente o testemunho pessoal e o anúncio do Evangelho às famílias visitadas nas casas.

De acordo com a programação planejada, desde sábado de manhã até o domingo, o grupo dos missionários, organizados em duplas, ou trios, percorreram as ruas das três comunidades da Paróquia, passando de porta em porta para oferecer a todos um breve momento de visita, sobretudo para escutar e entregar com confiança, nas mãos misericordiosas do Pai, a vida de tantos irmãos e irmãs, famílias com crianças e idosos, jovens e adolescentes… todos, para além das diferenças, sedentos desse amor que Jesus nos pede para anunciar incansavelmente.

O tema da misericórdia, que marcou a liturgia dos dias da missão e do XVI Domingo do Tempo Comum, acompanhou os missionários desde a celebração de abertura, na sexta-feira à noite, ajudando todos a viver os vários momentos da missão num profundo clima de união e alegria.

Na celebração final de envio, presidida no domingo à tarde pelo bispo diocesano Dom Luiz Antônio Guedes, mais uma vez a Paróquia São Vicente e São Tiago recebeu o mandato missionário para dar continuidade à obra da evangelização, com gratidão e perseverança, contando com o “sim” do Pároco Pe. Manfredo José dos Santos e o “sim” de muitas famílias que se doaram generosamente ao longo deste final de semana.


jul. 31, 2018

Queridos Irmãos e Irmãs,

Em continuidade com a catequese sobre a missa continuaremos a transcrever o que Missal Romano nos orienta! Reitero que para evitarmos “os abusos litúrgicos”, basta sermos fiéis ao que nos orienta a Santa Mãe Igreja:


29 jul., 2018

A vida é o primeiro e principal bem de toda pessoa. Sem este bem nenhum outro será possível. O direito à vida do ser humano é inato e não outorgado pela sociedade ou pelo governo. Este direito precede qualquer outro e qualquer instituição. Ninguém está acima da vida humana, nem tem poder sobre ela. Diz o artigo 5º da Constituição Brasileira: “Todos são iguais perante a lei, sem distinção de qualquer natureza, garantindo-se aos brasileiros e aos estrangeiros residentes no País a inviolabilidade do direito à vida...”. Os direitos previstos no artigo 5º da Constituição Federal são “cláusulas pétreas”, isto é, são direitos que não podem ser suprimidos, nem mesmo por emenda constitucional.

A maioria da população brasileira é a favor da vida e contra o aborto. Entretanto, verifica-se uma invasão da “cultura da morte” já denunciada por São João Paulo II. Novamente um partido político entra no Supremo Tribunal Federal com uma “Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental (ADPF 442)”, propondo a abolição dos artigos 124 a 126 do Código Penal, o que na prática acabaria descriminalizando a prática do aborto no Brasil. Seria assim aprovado o aborto até a 12ª semana de gestação. Essa discussão no Supremo Tribunal está prevista, a princípio, para a primeira semana de agosto.

Em união com a Comissão Pastoral Episcopal para a Vida e a Família da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) que se manifestou em nota no dia 26 de Julho de 2018, nossa Igreja Particular de Campo Limpo repudia a ADPF - 442 proposta ao Supremo Tribunal Federal, bem como o chamado “Ativismo do Judiciário”, ou seja, a intromissão do Supremo Tribunal na elaboração de leis, pois essa função compete ao Congresso Nacional.

Pedimos que nas missas desse próximo fim de semana, em todas as paróquias e comunidades de nossa diocese, seja feita na Oração dos Fiéis uma prece para que o aborto não seja aprovado no Brasil. Será bom que os padres expliquem o fato que está ocorrendo.

Sejamos todos animados e fortalecidos pelas palavras do Papa Francisco no empenho permanente na defesa da vida e da família: “... esta defesa da vida nascente está intimamente ligada à defesa de qualquer direito humano. Supõe a convicção de que um ser humano é sempre sagrado e inviolável, em qualquer situação e em cada etapa do seu desenvolvimento. É fim em si mesmo, e nunca um meio para resolver outras dificuldades. Se cai essa convicção, não restam fundamentos sólidos e permanentes para a defesa dos direitos humanos, que ficariam sempre sujeitos às conveniências contingentes dos poderosos de turno” (A Alegria do Evangelho n.213). Que todos caminhemos sob a luz do nosso Deus e a intercessão da Mãe Aparecida.

São Paulo, 27 de julho de 2018.

Dom Luiz Antônio Guedes
Bispo de Campo Limpo - SP


12 jul., 2018

Muitas pessoas desconhecem, mas a Catedral Sagrada Família possui uma cripta que foi planejada para manter sepultados os bispos diocesanos, mas também, para acolher os restos mortais (ossos ou cinzas) de fiéis da santa igreja.

A cripta, uma das primeiras partes construídas da catedral, está localizada embaixo da nave da igreja e é acessível por um lance de escadas ao lado do complexo onde está à capela do Santíssimo. Tem a forma retangular e uma imagem de Jesus Bom Pastor em tamanho natural nos fundos, onde uma clarabóia deixa entrar luz natural. Os lóculos ou gavetas são decorados com mármore claro e as placas de identificação são feitas em aço escovado.

Uma belíssima gravura do Cristo Ressuscitado, pintado pelo Frei Lazaro Aparecido Diogo, na parede em frente à entrada, completa a beleza do local e faz valer uma visita. A fé na ressurreição de Jesus é algo tão essencial para o cristão que São Paulo chegou a escrever: “Se Cristo não ressuscitou, a nossa pregação é vazia, e vazia também a vossa fé” (1Cor 15, 14).

A palavra cripta vem do grego, mas especificamente do adjetivo kryptós, que significa escondido ou secreto. Nos primeiros séculos, os cristãos eram obrigados a praticar as suas crenças na clandestinidade e de forma secreta, por perseguição das autoridades romanas. Neste sentido, também os sepultamentos aconteciam em locais de difícil acesso, daí o nome cripta. Hoje as criptas cristãs são lugares sem nenhum tipo de segredo e abertas.

A distribuição nas gavetas, de uso perpétuo, segue a ordem de chegada dos restos mortais, a grande maioria dos que se encontram nas jazidas, foi trazida à catedral décadas após a morte, e a estes, são oferecidas missas diárias. O Memorial da Família é um ambiente harmonioso de oração e tem a aprovação do Serviço Funerário do Estado de São Paulo, tantos os ossos quanto cinzas podem ser depositadas neste ambiente de paz e acolhimento. Faça uma visita!

O Memorial Sagrada família é um lugar especial para seu alguém especial. Ainda existem lóculos disponíveis, para saber mais e adquirir envie email para Este endereço de e-mail está sendo protegido de spambots. Você precisa habilitar o JavaScript para visualizá-lo. ou ligue: 11 3584-9011 (Tadeu Domingues).

 


6 jul., 2018

Encravada no centro de um dos bairros considerados pelo ONU no ano de 1996 como o mais perigoso do mundo está a Sede da sociedade Santos Mártires, no Jardim Ângela. Associação sem fins lucrativos e que atende, em seus 22 serviços sociais, seis mil pessoas diretamente e mais de 18 mil atendimentos indiretos por mês.

Visitando o local e conversando com os seus lideres é fácil entender porque a associação fez e faz diferença há 30 anos, na vida educacional, assistencial e social dos mais de 317 mil paulistanos, em cerca de 100 mil residências, que vivem no bairro e têm como principal via de acesso a região, a Estrada do M’Boi Mirim.

Padre Jaime Crowe, 73 anos, um irlandês que vive no Brasil desde o final dos anos 80, de sorriso fácil, sotaque ainda bem carregado e ferrenho torcedor do Corinthians, percebeu logo que chegou à Paróquia Santos Mártires a necessidade de combater os mecanismos de exclusão no bairro. Desde então a paróquia tem sido o espaço de ações sociais para a comunidade que vão da assistência ao empreendedorismo.

“Quando cheguei aqui, tinha apenas poucos postos de saúde nas redondezas, a violência já era muito grande, o acesso era difícil, faltavam escolas, creches, era preciso fazer algo para defender os direitos humanos”, enfatiza padre Jaime.

Na paróquia desde 1987, divide com padre Eduardo J. Macgettrick – um inglês muito bem humorado –, a tarefa de evangelizar e administrar os sacramentos e celebrar as missas nas cinco comunidades pertencentes à Paróquia Santos Mártires, além de participarem ativamente e de perto das atividades dos projetos da Sociedade.

“É muito comum procurarmos pelo Padre Jaime ou Padre Eduardo e eles estarem visitando um dos projetos”, revela Carlos Alberto, responsável pela comunicação.

Sentado em uma cadeira na sala de refeições, usa camiseta, calça jeans e um chapéu que lhe é muito característico, faz piada de si o tempo todo e é extremamente carismático. De repente alguém interrompe a entrevista: “Padre desculpe, mas preciso só te perguntar uma coisinha”, ele não se incomoda e sorrindo atende prontamente ao pedido, voltando à nossa conversa exatamente do ponto em que parou.

Saúde, educação, assistência social e segurança, foram ganhando campo no bairro à medida que a população ia sendo conscientizada, por padre Jaime e as muitas lideranças que já estavam na região, dos seus direitos e também de suas obrigações.

Padre Jaime não esconde sua militância e atuação em frentes políticas em que acredita e cobra com veemência as autoridades públicas. Já promoveu inclusive, inúmeras passeatas e bateu em portas de gabinetes para cobrar melhorias prometidas. Em 1996 ajudou a criar o Fórum em Defesa da Vida, uma iniciativa da sociedade civil organizada e que está abrigada nas dependências da Santos Mártires, com reuniões mensais, que reúnem diversos representantes da comunidade e membros de instituições públicas e privadas para debate e levantamento das necessidades da região.

Cada projeto da Sociedade Santos Mártires nasceu das necessidades sentidas nas redondezas e a primeira delas foi a falta de creches. “As mães que muitas vezes precisam trabalhar para ajudar no lar ou eram mães solteiras, não encontravam vagas nas poucas creches que tinha por aqui, então começamos de forma voluntária a cuidar destas crianças, aqui mesmo no espaço da igreja, aos poucos e ao longo destes anos, com muita luta conseguimos implantar os Centros de Educação Infantil (CEI), os Centros para Crianças e Adolescentes (CCA) e também os Centros para a Juventude (CJ)”, conta Padre Jaime.

As necessidades da comunidade eram e ainda são o que norteiam a Sociedade Santos Mártires, que tem como missão ser uma chama de esperança na região do Jardim Ângela, através de ações que valorizam e estimulam a prática da cidadania. Padre Jaime já recebeu muitos prêmios, sendo o último deles o Prêmio Dom Paulo Evaristo Arns de Direitos Humanos, em 2016, mas faz questão de deixar claro: “não faço nada sozinho, somos todos responsáveis”, enfatiza sem se gloriar e orgulhoso de todos que o rodeiam.

Projetos de proteção especial e inclusão como a Casa Sofia, o Serviço de Proteção Social a Crianças e Adolescentes Vítimas de Violência (SPVV), o Movimento de Alfabetização de Jovens e Adultos (MOVA) e o Ninho da Esperança engrossam a ação social da Sociedade.

A Casa Sofia, um núcleo especializado no atendimento à mulher vítima da violência, quer seja moral ou física trabalha com orientações e acesso aos direitos constitucionais. A ‘casa’ está sempre aberta e embora o espaço físico seja limitado o acolhimento é gigantesco. “Essas mulheres chegam aqui fragilizadas e muitas vezes sem saber o que fazer, que rumo tomar. Acolher e ajudar na superação dos traumas é essencial, além da ajuda prática de proteção, que muitas vezes é necessária. Em todos estes anos nós não ‘perdemos’ uma só mulher para a violência”, diz orgulhosa Maria Castro, gerente do projeto.

São 250 pessoas envolvidas nos projetos e muitos voluntários que se dedicam com o único objetivo de levar esperança e afeto. Este é o caso de Bete, uma senhora de olhar terno e fala fácil. Bete trabalha no projeto Ninho da Esperança, que fica as margens da represa do Guarapiranga e que atende diretamente 40 crianças e jovens com necessidades especiais diversas, além de prestar assistência a seus familiares.

“Eu comecei a freqüentar o ‘Ninho’ por causa da minha filha, hoje falecida. Fui muita ajudada e resolvi também doar meu tempo para retribuir toda ajuda e amor, me sinto muito feliz aqui”, comenta alegremente mostrando as fotos penduradas na parede da sala de todos os seus ‘filhos’, dizendo um a um seus nomes. Além de alimentação, os atendidos do ‘Ninho’ desenvolvem atividades para o fortalecimento de sua autonomia de acordo com suas necessidades e limites. A prática de esportes, canto e pintura são algumas delas.

Para Regina Paixão, envolvida com o projeto há 30 anos e a quase três anos presidente, a Sociedade Santos Mártires não só ajudou a resolver boa parte dos problemas de violência da região, como ofereceu oportunidades para as pessoas da comunidade. “Aprendi, com os padres, desde o começo, a acolher, a abraçar as causas, isso aqui é minha vida. Nunca antes a Sociedade havia tido na presidência um leigo, e assumir esse papel deu medo, claro, mas eu acredito muito que juntos somos mais fortes e melhores e a sociedade tem essa atmosfera de ajuda mútua e isso é o que faz dar certo”, diz sorridente a presidente.

Essa atmosfera de ajuda mútua é de fato sentida em cada pessoa envolvida nos tantos projetos visitados. Seja o educador, que ao ensinar a criança alimenta seus sonhos. Seja com o funcionário, que ensina um ofício na padaria comunitária ou na sala de informática dos projetos. Seja nas orientações do assistente social ou psicólogo, que aviva esperanças. Seja no abraço fraternal de cada um dos envolvidos na valorização e na prática da cidadania desta Sociedade que sim, acredita ser possível transformar situações através do amor e da caridade.


5 jul., 2018

No último dia do mês de junho, sob o calor do sol e do amor, aconteceu a inauguração de mais um complexo de dormitórios no Projeto Mãe que Acolhe, aumentando a capacidade de acolhimento de 50 para 72 homens.


4 jul., 2018

Amados leitores,

Continuando nossa catequese sobre a missa, depois de ter dado uma breve introdução na edição anterior, transcreveremos tudo o que a Instrução Geral do Missal Romano nos orienta! Se formos fiéis ao que nos orienta a Santa Mãe Igreja, evitaremos os “diversos abusos litúrgicos” que atualmente acontecem:

Os ritos iniciais na celebração Eucarística  

  1. Os ritos que precedem a liturgia da palavra – entrada, saudação, ato penitencial, Kýrie (Senhor, tende piedade de nós), Glória e oração coleta – têm o caráter de exórdio, introdução e preparação. É sua finalidade estabelecer a comunhão entre os fiéis reunidos e dispô-los para ouvirem devidamente a palavra de Deus e celebrarem dignamente a Eucaristia. Em algumas celebrações que, segundo as normas dos livros litúrgicos, se ligam à Missa, os ritos iniciais omitem-se ou realizam-se de modo específico.

Entrada

  1. Reunido o povo, enquanto entra o sacerdote com o diácono e os ministros, inicia-se o cântico de entrada. A finalidade deste cântico é dar início à celebração, favorecer a união dos fiéis reunidos e introduzi-los no mistério do tempo litúrgico ou da festa, e ao mesmo tempo acompanhar a procissão de entrada do sacerdote e dos ministros.
  2. O cântico de entrada é executado alternadamente pelo Coro e pelo povo, ou por um cantor alternando com o povo, ou por toda a assembleia em conjunto, ou somente pelo Coro. Pode utilizar-se ou a antífona com o respectivo salmo que vem no Gradual Romano ou no Gradual simples, ou outro cântico apropriado à ação sagrada ou ao caráter do dia ou do tempo, cujo texto tenha a aprovação da Conferência Episcopal. Se não há cântico de entrada, recita-se a antífona que vem no Missal, ou por todos os fiéis, ou por alguns deles, ou por um leitor; ou então pelo próprio sacerdote, que também pode adaptá-la à maneira de admonição inicial.

Saudação do altar e da assembleia

  1. Chegados ao presbitério, o sacerdote, o diácono e os ministros saúdam o altar com inclinação profunda. Em sinal de veneração, o sacerdote e o diácono beijam então o altar; e, se for oportuno, o sacerdote incensa a cruz e o altar.
  2. Terminado o cântico de entrada, o sacerdote, de pé junto da cadeira, e toda a assembleia fazem sobre si próprios o sinal da cruz; em seguida, pela saudação, faz sentir à comunidade reunida a presença do Senhor. Com esta saudação e a resposta do povo manifesta-se o mistério da Igreja reunida. Depois da saudação do povo, o sacerdote, ou o diácono, ou outro ministro, pode, com palavras muito breves, introduzir os fiéis na Missa do dia.

Ato penitencial

  1. Em seguida, o sacerdote convida ao ato penitencial, o qual, após uma breve pausa de silêncio, é feito por toda a comunidade com uma fórmula de confissão geral e termina com a absolvição do sacerdote; esta absolvição, porém, carece da eficácia do sacramento da penitência. Ao domingo, principalmente no tempo pascal, em vez do costumado ato penitencial pode fazer-se, por vezes, a bênção e a aspersão da água em memória do batismo.

Kyrie, eleison

  1. Depois do ato penitencial, diz-se sempre o Senhor, tende piedade de nós (Kyrie, eléison), a não ser que já tenha sido incluído no ato penitencial. Dado tratar-se de um canto em que os fiéis aclamam o Senhor e imploram a sua misericórdia, é normalmente executado por todos, em forma alternada entre o povo e o Coro ou um cantor. Cada uma das aclamações diz-se normalmente duas vezes, o que não exclui, porém, um maior número, de acordo com a índole de cada língua, da arte musical ou das circunstâncias. Quando o Kyrie é cantado como parte do ato penitencial, cada aclamação é precedida de um «tropo».

Glória in excelsis

  1. O Glória é um antiquíssimo e venerável hino com que a Igreja, congregada no Espírito Santo, glorifica e suplica a Deus e ao Cordeiro. Não é permitido substituir o texto deste hino por outro. É começado pelo sacerdote ou, se for oportuno, por um cantor, ou pelo Coro, e é cantado ou por todos em conjunto, ou pelo povo alternando com o Coro, ou só pelo Coro. Se não é cantado, é recitado ou por todos em conjunto ou por dois coros alternadamente. Canta-se ou recita-se nos domingos fora do Advento e da Quaresma, bem como nas solenidades e festas, e em particulares celebrações mais solenes.

Oração coleta

  1. Em seguida, o sacerdote convida o povo à oração; e todos, juntamente com ele, se recolhem uns momentos em silêncio, a fim de tomarem consciência de que se encontram na presença de Deus e poderem formular interiormente as suas intenções. Então o sacerdote diz a oração que se chama «coleta», pela qual se exprime o caráter da celebração. Segundo a tradição antiga da Igreja, a oração dirige-se habitualmente a Deus Pai, por Cristo, no Espírito Santo, e termina com a conclusão trinitária.

* Com a aprovação da Sé Apostólica, nos países de língua portuguesa as orações concluem todas do mesmo modo: • se é dirigida ao Pai: Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo; • se é dirigido ao Pai, mas no fim é mencionado o Filho: Ele que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo; • se é dirigido ao Filho: Vós que sois Deus com o Pai na unidade do Espírito Santo.

Pe. Fausto dos Santos Oliveira é o Assessor Diocesano da Área de Ação Evangelizadora Litúrgica

Participe

Participe da Escola Diocesana de Liturgia

Turmas às terças e quintas feiras (de 07/08 a 29/11)

Inscrições abertas: Este endereço de e-mail está sendo protegido de spambots. Você precisa habilitar o JavaScript para visualizá-lo.