Gosta de correr e rezar? Por que não tentar o rogging, rezar correndo?
O esporte é bom para a sua saúde, isso é certo. E se for tão bom para a vida espiritual? Se você correr uns quilômetros todos os dias, tente rezar à medida que avança. Você vai ver, é fácil!
Paróquia São Francisco de Assis através da Pastoral Social faz nascer esperança das famílias carentes
A Pastoral Social da Paróquia São Francisco de Assis, Forania Morumbi, tem conseguido ajudar inúmeras famílias nesse período emergencial de isolamento social devido à pandemia do coronavírus: a pandemia da fome!
Com a limitação dos transportes, o fechamento de muitas atividades e outras medidas preventivas, muitas pessoas ficaram sem trabalho e, portanto, sem comida. Muitos, na realidade da nossa comunidade, estão vivendo um dia de cada vez: trabalham ou vendem algo para comprar o que é necessário para a sobrevivência.
Já são três meses de isolamento e mesmo que as Igrejas estejam fechadas, os trabalhos sociais não pararam. Na Paróquia São Francisco a Pastoral Social tem trabalhado como nunca e com a generosidade e ajuda de diversos dizimistas, colaboradores e parceiros, incluindo o Seminario Maria Mater Ecclesiae, não deixou de atender famílias que, já anteriormente recebiam a cesta básica, como agora atende outras. Normalmente atendíamos 38 famílias e com o que está sendo arrecadado neste período difícil estamos atendendo mais dez, totalizando 48 cadastradas.
Parece engraçado e alguns se perguntam, no Morumbi precisam de ajuda? Sim, são várias comunidades carentes no entorno da nossa paróquia, como a Gelo, Jaqueline e Mandioquinha. “Atravessando esse tempo de dificuldade financeira, muitas famílias têm vindo buscar ajuda e apoio emocional, são comunidades grandes, sabemos que é pouco, mas precisamos fazer ao menos o que está ao nosso alcance”, enfatiza o pároco, Lourivaldo Lino.

Papa: com João Batista, levar Deus aos homens e os homens a Deus
Em sua saudação em várias línguas na Audiência Geral, o Pontífice fez votos de que possamos aprender de João Batista a capacidade de testemunhar o Evangelho, para além das próprias diferenças, mantendo a concórdia e a amizade que fundamentam a credibilidade de qualquer anúncio de fé.
Centenas de ações por toda diocese já distribuiu 400 toneladas de alimentos e mais de oito mil máscaras
Passos lentos, mãos vazias e um único desejo: “Pode me ajudar com algum alimento?” As paróquias tem sido lugar de busca diária de ajuda para muitas pessoas afetadas pela crise econômica provocada pelo coronavírus. Não dá para precisar ao certo o número de pedidos diários, mas são muitos.
São duas frentes, de um lado mais pessoas necessitadas, reflexo da crise econômica causada pela pandemia, do outro uma resposta solidária de milhares de pessoas que mesmo com um cenário desconhecido e longe do término, estão doando mais.
“Desde o dia 20 de março não arrumo uma faxina, meu marido está desempregado e com duas crianças, preciso me sujeitar a pedir ou vamos passar fome”, relata Mônica Silva, 48 anos ao bater na porta de uma das 105 paróquias da Diocese de Campo Limpo.
Os números do Covid-19 na Capital Paulista, onde está localizado grande parte do território da Diocese assustam, são mais de 4.200 mil mortos e 87,2% dos leitos de UTI’s ocupados, até está segunda (15), segundo dados da Secretaria Municipal do Estado.
Outro dado preocupante é o grande número de vítimas na periferia da capital, no território periférico diocesano, só nos bairros do Capão Redondo, Jardim São Luiz e a Jardim Ângela, são 320 mortos pelo coronavirus. A cada dez vítimas fatais, pelo menos sete tem mais de 60 anos, daí a preocupação com as pessoas da maior idade.
“Aqui é difícil este isolamento social, como é que fica com cinco crianças dentre de um barraco de dois cômodos, eu mando ir para a rua mesmo, não tem escola e aqui na favela não tem o que fazer”, relata a Dona de cada Maria das Graças de 38 anos, moradora de invasão próxima a Cohab Adventista, quando perguntada sobre como esta sendo a prevenção da sua família.
Pandemia x Solidariedade
Com as missas suspensas as paróquias imediatamente começaram a se reinventar para viver a fé neste tempo de pandemia com as transmissões das missas e outros momentos de oração on-line, mas, não só a dimensão espiritual está sendo alimentada desde o início da pandemia, já foram arrecadados e doados, segundos dados diocesanos, 400 toneladas de alimentos em todas as foranias que compõe a diocese.
“Vivemos um tempo em que o desemprego aumentou e, consequentemente, a pobreza. Pessoas que já viviam em situação de pobreza são as mais prejudicadas. Estamos atentos a essa realidade e as paróquias e comunidades da nossa diocese, tenho recebido muitos relatos, estão somando forças para ajudar os mais vulneráveis nesse tempo de crise”, relata padre Marcos Patrício, Coordenador de Pastoral Diocesano.
Não são ações pontuais, são ações que se repetem e tem feito nascer a Pastoral Social que chega para ficar. “Nasceu na pandemia, mas vai estar presente na história das nossas paróquias sempre, solidariedade não tem tempo, entendemos que é também nossa missão”, relata padre Andre Vascon da Paróquia São Luiz Gonzaga, uma das sete paróquias em que nasceu a Pastoral Social nos últimos meses.
Solidariedade nas ruas e máscaras
Muitas paróquias com centenas de voluntários também têm, desde o mês de março, se organizado para distribuir aos moradores de rua, café da manhã, almoço e também ‘sopão’ à noite.
“No começo fazíamos na cozinha de uma das nossas capelas, com a necessidade de um maior isolamento social, cada família assumiu o compromisso de fazer nas suas casas 10 marmitex que são recolhidos e distribuídos por voluntário”, conta a experiência em sua paróquia padre Alberto Gambarini.
Item obrigatório, a máscara de proteção individual descartável, se mostrou inviável ao longo do tempo e até esteve em falta, com isto, uma verdadeira legião de costureiras começaram a recolher os retalhos que tinham em casa e fizeram inclusive modelos e tamanhos variados para serem distribuídos.
“Vou te confessar, costurar essas máscaras foram também um jeito de me distrair, peguei todos os retalhos que tinha e também ganhei outros de vizinhos, neste três meses isolada, já costurei mais de 460 máscara para doar”, relata orgulhosa dona Nicinha [Eunice] do parque Regina.
Uma estimativa do Setor Comunicação da diocese aponta que mais de oito mil máscaras já foram doadas em ações nas ruas ou dentro dos kits de higiene nas diversas iniciativas, particulares ou paroquiais, feitas em todo território diocesano.
Efeitos econômicos nas paróquias
Mesmo com a flexibilização do isolamento social, as igrejas da diocese vão continuar fechadas e ainda sem previsão para a abertura, e sem as cerimônias, missas e outras celebrações as paróquias tem sofrido para honrar os compromissos básicos de água, luz e telefone.
Três meses depois de declarada a pandemia do novo coronavírus pela Organização Mundial da Saúde (OMS) e de decretos estadual e municipais determinarem o isolamento social, a mesma preocupação que ronda lares e empresas é também a que preocupa o clero.
São contas básicas, mas tem também a preocupação com os funcionários das paróquias, encargos e benefícios. Para driblar a crise financeira as comunidades também se reinventam. De venda de pão a Festa Junina delivery, os padres tem se desdobrado para fechar as contas no final do mês.
No momento o alerta é cuidar da própria vida, dos outros e da família devido à COVID-19, mas o apelo é também para que os católicos não se esqueçam das suas comunidades, pois, mesmo não reunindo os fieis a Igreja está viva e atuante.
“Continuem sendo generosos , colabore com o dízimo e as ofertas para continuidade das obras de caridade”, ressalta padre Marcos Patrício, coordenador do Setor Pastoral Diocesano.
A doutrina social da Igreja e a lei das fake news
Coloca-se, para os católicos, a questão de como a sabedoria cristã pode iluminar um tema altamente técnico de nossos diasum momento de pandemia, quando a ação conjunta de todos se faz mais necessária, infelizmente o Brasil tropeça todos os dias num novo escândalo e numa nova divisão interna. Uma das mais recentes, que está mobilizando muitos católicos, é o projeto de lei contra as fake news.
Com a difusão cada vez maior de notícias falsas e difamações, é preciso criar mecanismos de controle da qualidade das notícias em sites e redes sociais – mas isso pode se tornar uma perigosa ferramenta de censura e controle das informações veiculadas para a população.
Uma leitura simplista contrapõe grandes grupos econômicos – interessados na censura – contra a população em geral. Mas existem poderes econômicos tanto por trás de quem quer a censura quanto de quem quer veicular fake news.
O mais exato é dizer que existe uma contraposição entre os que perderam espaço político por não terem conseguido ocupar os novos espaços criados pela internet (e querem dificultar a presença dos novos atores na cena pública) e aqueles que usam notícias falsas e ataques personalizados para se promoverem (e agora se fazem de vítimas para continuar impunes).
Entre esses dois extremos, se move uma infinidade de usuários da internet que deseja que se coíba fake news e difamações sem se incorrer em censura.
Questões técnicas exigem o diálogo com especialistas
Evitar tanto as fake news quanto a censura é muito difícil por problemas técnicos das redes sociais. Por exemplo, uma das muitas versões dessa lei quer que as plataformas digitais (como Facebook e Instagram) sejam responsáveis pelas notícias falsas divulgadas por seus usuários. A justificativa é que é impossível monitorar em tempo real tudo que é veiculado nessas redes, mas a plataforma poderia se adiantar e criar filtros internos.
Muita gente critica essa proposta por dizer que daria poder de censura às empresas da internet – e é verdade. Acontece que as próprias plataformas não querem esse poder de censura. Argumentam que não teriam como fazer a verificação das informações e correriam o risco de ser processadas e ter que pagar indenizações milionárias.
Se a lei for aprovada nesses termos, a tendência seria realmente de criarem uma censura prévia dos conteúdos, não por motivos ideológicos, mas sim por medo dos processos e indenizações. Mas, se esse caminho não é nem viável, nem desejável, o problema de coibir rapidamente as informações falsas permanece…
O interessante é que as melhores soluções vêm justamente das associações de membros das comunidades virtuais, sejam proprietários de plataformas ou usuários. Eles têm interesse em evitar tanto a perda de credibilidade quanto a censura na internet, além de conhecerem por dentro o funcionamento e os pontos fracos dos sistemas.
Enquanto os leigos no assunto se contentam em pedir aprovação ou desaprovação da lei nas suas redes sociais, essas associações e fóruns de especialistas têm se dedicado a mostrar os erros das propostas de legislação e indicar caminhos para uma gradativa solução dos problemas.
Nesse exemplo, os especialistas têm proposto limitar a responsabilidade dos provedores à eliminação de “contas automatizadas não rotuladas” (os bots ou robôs, como são conhecidos).
Esse, aparentemente, é um controle que pode ser feito e que já resolveria o problema de notícias disseminadas por quem tem o poder econômico para pagar essas contas.
Além disso, deve ser mais fácil encaminhar e apurar denúncias de falsas informações, com instâncias apropriadas para verificar rapidamente a autenticidade da acusação e punir o infrator adequadamente (com suspensão de contas e outras providências).
Observe-se que parte da culpa pela difusão de notícias falsas pode ser devido à morosidade nos processos de investigação e julgamento, comuns em toda a justiça brasileira, e não à falta de maior rigor formal na lei.
A mentira tem pernas curtas
Fake news são mentiras e devem ser enfrentadas pelo compromisso pessoal com a verdade (cf. Compêndio da Doutrina Social da Igreja, CDSI 198). As melhores leis serão ineficazes diante de alguém que prefere as mentiras cômodas à verdade. Mas como encontrar a verdade nesse mar de desinformação? A mentira “tem pernas curtas”, se procuramos verificar as informações controversas, acabamos descobrindo quais são falsas.
Um hábito salutar é darmos sempre um “direito ao contraditório” nas questões polêmicas, isso é, sempre procurarmos ouvir representantes de todos os lados envolvidos. Quando fazemos isso, frequentemente descobrimos que uma parcela da verdade existe nos dois lados, e os extremistas mostram a parte que lhes interessa e ocultam a que não lhes interessa – a ambos falta uma visão integral dos acontecimentos.
Além disso, é bom procurar sempre espaços institucionalizados, que contam com mecanismos públicos de checagem das informações. Um grande jornal pode editar uma fake news, mas a possibilidade de ser desmentido e perder credibilidade e leitores é muito maior do que a de um autor anônimo nas redes sociais.
Os artigos científicos publicados em revistas e boletins técnicos são revisados por especialistas no tema. Podem estar errados, mas têm muito mais chance de serem corretos do que a opinião de um leigo que simplesmente “desconfia” da honestidade de todos que não pensam como ele.
Um olhar da doutrina social da Igreja
Voltando ao aspecto legislativo, se coloca, para os católicos, a questão de como a sabedoria cristã pode iluminar um tema altamente técnico de nossos dias. Devemos ter em mente que os papas, em suas ponderações sobre os problemas sociais, não deixam de consultar a ciência e os especialistas. Seu discernimento nasce de um diálogo com os dados da realidade e a exposição científica dos temas – e não de uma reflexão puramente dedutiva da revelação cristã (ver, por exemplo, Gaudium et spes, GS 36; Centesimus annus, CA 54; CDSI 76-78; Caritas in veritate, CV 31-32; Laudato si’. LS 61).
Julgamentos que se baseiam em argumentos puramente morais, teológicos ou políticos – mesmo que válidos – só correspondem parcialmente a uma aplicação da sabedoria cristã. Falta a eles o realismo, que é característico do pensamento cristão e depende, em nossa sociedade, do diálogo com as ciências. Mas essa questão nos remete a outro problema do atual contexto brasileiro…
Bento XVI, na Caritas in veritate, destaca a necessidade de três sujeitos, o mercado, o Estado e a sociedade civil, para a realização do bem comum (cf. CV 38). Nesse caso, podemos identificar o mercado como os grupos econômicos que controlam a internet. O Estado corresponde aos grupos políticos que se valem das redes sociais para divulgar suas propostas e seus programas. Ambos têm seus interesses, válidos se administrados dentro das normas sociais. Acima deles, porém, é a sociedade civil organizada, com suas diferentes organizações, que pode orientar um diálogo sociopolítico que mostre os melhores caminhos para construir uma internet sem fake news e sem censura (cf. CA 35).
No Brasil, as dificuldades para se melhorar o marco legal para as atividades na internet nos mostra o quanto a construção do bem comum vem sendo obstaculizado por um clima de polarização, aparelhamento e desconfiança em relação às organizações da sociedade (que a doutrina social da Igreja chama de “corpos intermediários”).
Santuário Nossa Senhora dos Prazeres promove tapete solidário na Solenidade de Corpus Christi
Na impossibilidade de confeccionar o tradicional tapete de Corpus Christi no Lago da Matriz em Itapecerica da Serra, Santuário Nossa Senhora dos Prazeres e Divina Misericórdia promove Tapete Solidário para a arrecadação de alimentos.
Ação Social Imaculada Conceição: uma resposta ao Evangelho de Cristo
Paróquia do M’Boi Mirim ganha mês a mês novos adeptos em projeto de ajuda as famílias afetadas economicamente pela pandemia do coronavírus.
Diocese publica orientações para o tempo de pandemia e Solenidade de Corpus Christi
Dom Luiz Antônio Guedes, Bispo Diocesano de Campo Limpo, publicou nesta quinta-feira (04), orientações e disposições a respeito da Santa Missa, confissões e a Solenidade de Corpus Christi.
Na atual emergência pandêmica, cabe ao bispo diocesano indicar aos padres as atenções prudentes a serem adotadas. Estamos vivendo dias de muita angústia e incerteza frente ao avanço do novo coronavírus (COVID-19). O mundo está em alerta e é preciso fazer a nossa parte, agindo com responsabilidade e compromisso comunitário.
No decreto Dom Luiz reconhece a gravidade da situação, mas, exorta todos a terem coragem e confiar as preocupações a Jesus: “Coragem! Sou eu. Não tenhais medo.” (Mt 14-22). A compreensão e a vivência dessas orientações pastorais, por um tempo transitório, são reflexos do espírito de unidade e de obediência na fé, sinais tão distintivos da nossa Igreja Católica.
Leia na íntegra as Orientações em tempo de pandemia (Clique aqui para baixar).



Em defesa do meio ambiente: “Todos têm direito ao meio ambiente ecologicamente equilibrado"
No início da Semana do Meio Ambiente, o comboniano padre Dario Bossi, membro da Vivat Brasil, fez uma análise da atual realidade e afirma que “nunca ficou tão evidente a ameaça que está sendo posta ao meio ambiente no Brasil. Podemos escutar, pelas próprias palavras do ministro responsável por essa pasta, que há um desenho deliberado de desmonte e de entrega do patrimônio ambiental brasileiro para outros interesses”.
Segundo padre Bossi, que atua diretamente com ações de proteção ao ecossistema, esses interesses “são para o extrativismo predatório, que, por sinal, tem sido um modelo econômico imposto nas regiões latino-americanas desde a época da colônia, e nunca muda”.
Se, atualmente, é impossível contar com o Poder Público, na defesa do meio ambiente, então a quem recorrer? Para o padre comboniano, quem pode ajudar a resgatar outras formas de relação com o ecossistema são exatamente aqueles que habitam nele.
“Por habitar nos territórios, nas diversas regiões e biomas, as pessoas têm no coração o valor profundo do cuidado, o valor das raízes, da espiritualidade que as vinculam a um território. Também, pelas suas memórias, pelo vínculo com os antepassados, ou como dizem nossos povos quilombolas ou indígenas, ‘pelos encantados que vivem nestes territórios’”, defende.
Com a atenção da mídia totalmente voltada para o covid-19, precisamos ficar atentos para que medidas contrárias à proteção do meio ambiente não sejam aprovadas às escondidas e que as pautas relacionadas ao Dia Mundial do Meio Ambiente (5 de junho) não sejam ignoradas.
Há 48 anos, quando foi instituído o Dia Mundial do Meio Ambiente, a Organização das Nações Unidas já afirmava: “Chegamos a um ponto na História em que devemos moldar nossas ações em todo o mundo, com maior atenção para as consequências ambientais. Através da ignorância ou da indiferença, podemos causar danos maciços e irreversíveis ao meio ambiente, do qual nossa vida e bem-estar dependem”.1
Será que alguma coisa mudou, aqui no Brasil, nestes 48 anos? Que compromissos foram assumidos e colocados em prática em prol da preservação da vida, do meio ambiente, do ecossistema?
A Constituição Brasileira diz que “Todos têm direito ao meio ambiente ecologicamente equilibrado, bem de uso comum do povo e essencial à sadia qualidade de vida, impondo-se ao poder público e à coletividade o dever de defendê-lo e preservá-lo para as presentes e futuras gerações” (artigo 225 da Constituição Federal de 1988).
Ao lermos esse artigo da Constituição, já notamos uma profunda lacuna entre as legislações governamentais e sua prática. Se o meio ambiente é um fator primordial para a vida, principalmente para a espécie humana, então por que são tão poucas as ações para defendê-lo? Será que ainda precisaremos registrar outros mártires da Ecologia em nosso País?
*Miriam Bernardete de Souza é especialista em Linguística e Comunicação Social, Educadora Social; facilitadora em Fundamentos em Justiça Restaurativa e Formação Cristã para a Cidadania.
[1] Trechos da Declaração da Conferência da ONU sobre o Meio Ambiente (Estocolmo, 1972).
Vivat Brasil
Certas de sua missão em defesa da integridade da Criação e testemunhas do reino da vida plena, 13 congregações religiosas associaram-se à Vivat Internacional, organização não governamental (ONG) reconhecida pelo Conselho Econômico e Social das Nações Unidas (ONU). O nome Vivat expressa o profundo desejo de que tudo o que existe possa viver; que todos, todas vivam e deixem viver toda a Criação.
Com essa esperança, as congregações instalaram a Vivat Brasil, que conta com aproximadamente 1.200 religiosos e religiosas. Estes assumem os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS/ONU) e priorizam:
- a erradicação da pobreza;
• a mulher e a questão de gênero;
• o desenvolvimento sustentável; e
• a cultura de paz.
Abraçam também outras temáticas, como boa saúde e bem-estar, educação de qualidade e redução da desigualdade (ODS/ONU).
Todos esses objetivos se transformam em ações sociopolíticas que reverberam o bem comum, em todo o território nacional, com destaque à preservação do meio ambiente, ao compromisso com os direitos humanos e democráticos. A luta diária desses religiosos e religiosas e o que fazem são apresentados no Relatório Vivat Brasil 2020, acesse o site e saiba mais: https://blog.ssps.org.br/vida-e-meio-ambiente-sao-prioridades-das-congregacoes-vivat-brasil








